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CBOT: Soja avança, milho e trigo operam com volatilidade

Publicado em 16/05/2013 08:12 e atualizado em 16/05/2013 10:09 1477 exibições

Os futuros da soja encerraram o pregão eletrônico desta quinta-feira (16) em alta na Bolsa de Chicago. As principais posições da commodity registraram ganhos entre 3,75 e 5,50 pontos, com o contrato julho, o mais negociado nesse momento, valendo US$ 14,16/bushel. 

O mercado sobe na sessão de hoje tentando manter uma recuperação depois das perdas de ontem. O que impulsiona os preços da oleaginosa ainda são os fundamentos de oferta e demanda, principalmente em relação ao escasso volume disponível de soja nos Estados Unidos. 

Nesta quarta (15), o Centro Nacional de Grãos e Óleos da China (CNGOIC) informou que as importações do país na safra 2013/14 deverão ser recordes por conta dos baixos estoques e ainda da demanda interna bastante ativa. Além disso, ontem o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou a venda de 171 mil toneladas de soja para a nação asiática com entrega para a safra nova. 

Os contratos futuros do milho e do trigo, também fecharam a sessão com pequenas altas, pouco expressivas. O mercado ainda observa as incertezas sobre a nova safra norte-americana e as previsões climáticas em constante mudança, dando margem para leituras diferentes sobe o andamento dos negócios.

Veja como fechou o mercado na sessão desta quarta-feira:

Soja e milho fecham no vermelho em Chicago com previsão de clima melhor nos EUA

Na sessão desta quarta-feira (15), os contratos futuros da soja e do milho fecharam o pregão com ligeiras baixas na Bolsa de Chicago. A oleaginosa perdeu entre 0,75 e 5 pontos nos principais vencimentos, e o cereal perdeu de 2 a 6,50 pontos. 

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Entre os fatores de pressão para as cotações está a melhora para o clima dos Estados Unidos pelo menos até a próxima sexta-feira (17). Segundo Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest, os produtores norte-americanos puderam evoluir com o plantio contando com temperaturas um pouco mais altas em relação às das últimas semanas no Meio-Oeste. Com isso, as trades já divulgam expectativas sobre a semeadura do milho podendo estar concluída em cerca de 50% até o próximo domingo (19). 

Porém, no final da semana, já a partir da sexta-feira, as chuvas devem voltar à cena do plantio da nova safra norte-americana, podendo provocar mais atraso nos trabalhos de campo. Mais adiante, as previsões indicam a volta do tempo bom, com um clima mais seco na segunda quinzena de maio, de acordo com o analista de mercado Stefan Tomkiw, da Jefferies Corretora e Banco de Investimentos. 

Ainda há muita incerteza sobre o andamento das condições climáticas nos Estados unidos e as previsões se alteram a cada dia. "Isso (novas previsões de melhora) ainda precisa ser confirmado conforme o prazo vai correndo e as previsões vão tendo as leituras alteradas", afirmou Tomkiw. 

O que também pressionou os preços nesta quarta-feira foram novos rumores de mais compras de soja por parte dos Estados Unidos no Brasil, fator que pesou principalmente sobre os contratos de mais curto prazo.

Os números de esmagamento de soja nos Estados Unidos divulgados pelo Nopa (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA) ficaram abaixo das expectativas do mercado e também acabaram influenciando negativamente o mercado internacional da soja. O volume foi divulgado em 3,27 milhões de toneladas, enquanto as expectativas variavam entre 3,29 milhões e 3,51 milhões de toneladas, com uma média de 3,4 milhões. 

A alta do dólar também contribuiu para o tom negativo do mercado. A moeda norte-americana registrou hoje seu sexto dia consecutivo de alta. "Com isso, temos dólares para cima e commodities para baixo, já que isso diminui o apetite à risco por parte dos investidores", explica Vanin. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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