Soja na Semana: Preços recuam no mercado brasileiro com baixa do dólar e queda na CBOT

Publicado em 19/07/2013 15:57 e atualizado em 19/07/2013 16:35 500 exibições

O mercado brasileiro de soja registrou mais uma semana de preços baixos e poucos negócios finalizados. As principais praças de comercialização, nessa última semana, registraram recuo nos preços que, segundo analistas, foram motivados pela baixa das cotações em Chicago e também do dólar frente ao real. 

A baixa do mercado em Chicago foi motivada, em partes, pela melhora do clima nos Estados Unidos. As previsões climáticas vinham indicando boas chuvas para o Meio-Oeste norte-americano, principal região produtora do país, e temperaturas mais amenas em locais onde a seca já causava alguma preocupação entre os produtores. 

O que limita as perdas, no entanto, ainda é a situação apertada dos estoques norte-americanos. O volume de soja disponível é extremamente apertado e insuficiente frente à demanda que segue bastante aquecida. Não só importadores buscam pela oleaginosa, mas também esmagadoras locais em busca de matéria-prima.

Diante desse cenário, portanto, os preços também tiveram uma variação negativa na maioria dos estados produtores. Em Rondonópolis/MT, o valor caiu de R$ 61,00 para R$ 59,00 e em Dourados/MS, de R$ 59,50 para R$ 58,00. Já em Goiás, na praça de Rio Verde, a saca de soja caiu de R$ 60,00 para R$ 58,00 e, no Paraná, Cascavel, de R$ 66,00 para R$ 64,50. No Rio Grande do Sul, o valor baixou de R$ 70,00 para R$ 68,50 em Passo Fundo. 

Outro fator que reduz os preços da soja no mercado brasileiro são ainda os problemas com a logística. Segundo Leonardo Mussury, analista de mercado da Bocchi Administradora de Negócios, o valor de um frente do Mato Grosso do Sul para o Rio Grande do Sul, por exemplo, passou de R$ 125,00/tonelada para R$ 170,00/tonelada, diminuindo ainda mais a margem dos produtores. 

Assim, o cenário estimula os sojicultores brasileiros a segurarem ainda mais seu produto a espera de um momento melhor de venda, com valores mais atrativos e melhores condições de infraestrutura. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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