Após duas sessões de alta, soja volta a recuar na manhã desta 4ª

Publicado em 14/08/2013 07:29
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Na manhã desta quarta-feira (14), os contratos futuros da soja operam em baixa na Bolsa de Chicago. No pregão eletrõnico, os principais vencimentos perdiam mais de 10 pontos. O mercado volta a recuar após duas sessões consecutivas de baixa impulsionadas pelos últimos números de oferta e demanda divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

Com os últimos ganhos, o mercado recuperou importantes patamares de preços, voltou à casa dos US$ 12 por bushel, porém, ainda sente a pressão das boas expectativas para uma safra cheia vinda dos Estados Unidos. Como os analistas explicaram após a divulgação do relatório, os preços agora deverão registrar uma mudança de patamares, mas não do cenário geral de uma pressão negativa no médio e longo prazo. 

Já o milho, que perde há duas sessões, opera com ligeira alta na manhã desta quarta-feira. As cotações sobem pouco mais de 0,50 ponto e apenas o maio/14 trabalha com uma pequena baixa. No mercado do trigo, preços em queda. As principais posições negociadas na CBOT tentam se manter próximas da estabilidade. 

*As cotações apresentadas na nossa homepage estão com um pequeno atraso por conta de problema técnico, no entanto, os reparos já estão sendo feitos e o quanto antes os preços estarão atualizados. 

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja tem dia de volatilidade e fecha com leve alta em Chicago

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia com ligeiras altas na sessão regular desta terça-feira (13). Os vencimentos mais negociados do momento terminaram o dia subindo pouco mais de 1 ponto, porém, o contrato agosto/13 encerrou os negócios perdendo 14 pontos. 

Segundo analistas, o mercado procurou uma acomodação dos preços depois das fortes altas registradas no pregão anterior, em função do último relatório de oferta e demanda divulgado nesta segunda-feira (12) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

No entanto, o mercado optou por uma operar com uma ligeira realização de lucros e devolveu parte dos ganhos. Isso acontece porque, ainda de acordo com analistas, a pressão de uma grande safra vinda dos EUA ainda existe sobre o preço e o que se vê com esses números é apenas uma mudança nos patamares das cotações. 

"Os números divulgados ontem foram considerados altistas pelo mercado porque, devemos lembrar que esses números refletem a situação em 1º de agosto, mas mesmo assim o governo americano decidiu diminuir as expectativas de produção americana e consequentemente de estoques dos EUA, enquanto a demanda continua firme. Sem dúvida nenhuma isso deu uma ajuda para o mercado", explicou Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar. 

Porém, segundo explicou Vlamir Brandalizze, analista da Brandalizze Consulting, o mercado ainda espera por uma definição mais clara da nova safra dos EUA, uma vez que o clima, de uma forma geral, permanece favorável e contribuindo para o desenvolvimento das lavouras da nova safra americana. 

“Os preços estão mais próximos das altas do que das baixas, justamente pelo relatório do USDA, mas ainda tem muito tempo pela frente para definir a safra norte-americana. A partir do mês que vem devem começar a aparecer os primeiros dados sobre o plantio no Brasil e tudo indica que haverá um crescimento de 2,5 milhões de hectares na área de plantio de soja, o que será um fator negativo para as cotações, limitando os ganhos desse momento”, afirma Brandalizze.

Milho - Ao contrário da soja, depois das pequenas altas registradas ontem, os futuros do milho registraram severas baixas em Chicago nesta terça-feira. Os principais vencimentos perderam mais de 16 pontos e analistas afirmam que a tendência para os preços do cereal ainda é de intensa pressão negativa. 

Apesar do pequeno recuo apresentando na produção da nova safra dos EUA, ainda assim o país terá uma safra cheia e uma boa recomposição dos estoques. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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