Com clima seco nos EUA, soja sobe mais de 30 pts em Chicago

Publicado em 19/08/2013 12:41
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Na sessão desta segunda-feira (19), os futuros da soja registram vigorosas altas na Bolsa de Chicago, com os principais vencimentos subindo mais de 30 pontos, por volta de 12h20 (horário de Brasília). O vencimento setembro/13 já recupera o patamar dos US$ 13/bushel e o novembro, referência para a safra norte-americana, valendo US$ 12,91. 

As condições adversas de clima nos Estados unidos são o principal trampolim para as cotações no mercado internacional, que já registram o quarto pregão consecutivo de altas. Os preços sobem para o maior patamar de preços em um mês, extendendo os ganhos para o maior avanço semanal no ano.

"Tivemos um período de excesso de chuvas que atrasou o plantio e, desde a segunda quinzena de julho, já se estabelecem bolsões de seca na região do Meio-Oeste dos EUA, que pega estados centrais como Iowa, Illinois, as Dakotas, Wisconsin, Minesotta, que é uma região central de produção de soja e milho", explicou Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora. 

Dessa forma, a produtividade das lavouras, principalmente de soja, poderia ser comprometida por essas condições adversas, uma vez que agosto é o mês determinante para a cultura nos EUA. É nesse mês onde acontece o enchimento de grãos, fase determinante para a efetivação da produtividade. 

A recuperação e forte avanço dos preços, ainda segundo Motter, se deu com o último relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), onde a estimativa para a safra 2013/14 foi reduzida de 93 milhões para 88,9 milhões de toneladas. 

"Além de uma redução de área, temos uma incerteza quanto à produtividade. O governo já registra perdas, e essas perdas podem se aprofundar. Existem algumas chuvas programadas para a região, mas chuvas esparsas e de baixo volume e provavelmente não vão resolver o problema", afirma o economista. 

No final do dia, o USDA traz ainda um novo relatório de acompanhamento de safra e condições de lavouras. A expectativa do mercado, frente a esse clima desfavorável, é de que o departamento apresente uma deterioração das plantações, até mesmo para justificar o corte feito nas estimativas de produção. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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