Grãos operam com leve baixa em Chicago na manhã desta 5ª feira

Publicado em 05/09/2013 07:47
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Na manhã desta quinta-feira (5), a soja opera com ligeiras perdas no pregão eletrônico da Bolsa de Chicago. O mercado dá continuidade ao movimento de baixa do fechamento da sessão regular de ontem e, por volta das 7h40 (horário de Brasília), perdia pouco mais de 5 pontos nas posições mais negociadas. Os futuros do milho e do trigo também operam em campo negativo, mas registram um recuo menos intenso. 

Apesar de fundamentos ainda bastante positivos, dada a firme demanda pela oleaginosa norte-americana e pela falta de chuvas nos Estados Unidos há quase um mês, o mercado, segundo analistas, ainda encontra bastante instabilidade na formação dos preços. 

Assim, a volatilidade continua bastante presente entre as negociações no mercado internacional de grãos. O mercado opera ainda na espera pelo novo relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga no próximo dia 12 de setembro, quinta-feira. 

A expectativa dos analistas é de que o departamento reduza suas estimativas para a nova safra tanto de soja quanto de milho em função das condições adversas de clima que têm prejudicado as lavouras. Para a soja, a projeção da FCStone é de que os EUA colha 85,62 milhões de toneladas, contra sua previsão anterior de 90,06 milhões de toneladas. Já a Newedge espera que sejam colhidas 86,27 milhões de toneladas. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira (4):

Apesar de persistência da seca nos EUA, soja fecha em queda

A soja encerrou a sessão regular desta quarta-feira (4) com expressiva baixa na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos da oleaginosa recuaram mais de 30 pontos e perderam o patamar dos US$ 14 por bushel. No entanto, analistas afirmam que os fundamentos permanecem positivos. No mercado do milho, as cotações também recuaram e, no de trigo, os vencimentos fecharam em campo misto. 

A baixa registrada pelos preços da soja nesta quarta, segundo analistas, foi um movimento técnico do mercado. Os fundos de investimentos optaram por liquidar parte de suas posições diante de preços mais atrativos, realizando algumas vendas e pressionando as cotações. "A alta inspira um certo volume de vendas para quem faz operações imediatas como tomada de lucros", explica o economista da Granoeste Corretora, Camilo Motter. 

Além disso, segundo explicou o analista de mercado Stefan Tomkiw, da Jefferies Corretora, os fundos também se desfazem de suas posições em função da proximidade da colheita da nova safra dos Estados Unidos, tentando encontrar um melhor posicionamento. Paralelamente, muitos produtores norte-americanos observaram as fortes altas dos últimos dias para entrarem vendendo no mercado, fixando preços em importantes patamares, o que também pesou sobre o mercado. 

Outro fator que pesa sobre os preços é o último relatório de acompanhamento de safra divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta terça (3). O órgão reportou um recuo de 58 para 54% no índice das lavouras de soja em boas ou excelentes condições. Porém, as expectativas dos analistas era de que se número viria bem menor dada as condições de clima bastante desfavoráveis nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos. Em alguns estados-chave na produção de grãos não chove há quase um mês. 

"O estágio das lavouras já está relativamente avançado, atrasado no sentido de ter sido plantado mais tarde, mas já estamos em setembro e com algumas semanas se inicia a colheita (...) temos uma nova safra chegando em poucas semanas", e isso também pressiona o mercado, uma vez que a entrada dessa nova oferta exerce, sazonal e tradicionalmente, os preços, segundo Motter. 

Essas incertezas, portanto, culminam em uma intensa volatilidade no mercado futuro de grãos, a qual é acentuada pela espera pelo novo boletim de oferta e demanda que o USDA traz na próxima quinta-feira, dia 12 de setembro. As informações são aguardadas com ansiedade pela mercado, depois das severas condições de seca em importantes estados produtores estarem prejudicando as lavouras do país. 

Completando o cenário de baixa para a sessão de hoje, o mercado contou ainda com previsões de chuvas para daqui a 10 dias em Iowa, Illinois e Minnesota. No entanto, Tomkiw afirma que são chuvas ainda incapazes de reverter os danos causados pela falta de chuvas que já dura quase um mês. Assim, os fundamentos, principalmente os climáticos, permanecem inalterados. A seca ainda castiga o Corn Belt e as lavouras perdem produtividade a cada dia. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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