Com físico mais calmo nos EUA, soja recua na manhã desta 3ª na CBOT

Publicado em 10/09/2013 07:56
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem recuando na manhã desta terça-feira (10). O mercado estende as perdas do fechamento de ontem e, por volta das 7h40 (horário de Brasília), o recuo variava entre 6,25 e 12,25 pontos. 

A baixa mais expressiva é registrada pelo primeiro vencimento - setembro/13 -, uma vez que representa o mercado físico dos EUA, o qual apresentou um desaquecimento neste início de semana. Frente a expectativas de uma boa safra vinda dos EUA nas próximas semanas, a indústria norte-americana mostra um interesse comprador um pouco menos intenso e pesa sobre as cotações. 

Nas demais posições os analistas afirmam se tratar de uma correção técnica por parte dos investidores, que procuram um posicionamento melhor antes da divulgação do novo relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta quinta-feira (12). 

Há ainda previsões indicam uma ligeira melhora no clima do Meio-Oeste norte-americano. Porém, as chuvas previstas não deverão ser suficientes para aliviar significativamente o stress pelo qual as plantas vêm passando por conta da estiagem. Refletindo essas condições adversas - não chove há mais de um mês no Corn Belt -, o USDA, em seu último boletim de acompanhamento de safra, trouxe um novo recuo no índice de lavouras de soja em boas/excelentes condições. Em uma semana, esse número caiu de 54 para 52%. No milho, a baixa foi de 56 para 54%. 

O cenário, portanto, cria uma expectativa de que os números trazidos pelo USDA no dia 12 sobre, principalmente a produção e produtividade, da nova safra dos EUA serão menores do que os reportados em agosto. 

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Soja: À espera do USDA, mercado recua na CBOT e busca se posicionar

Após operar boa parte da sessão do lado positivo da tabela nesta segunda-feira (9), as cotações da soja passaram a recuar e fecharam a sessão com perdas de dois dígitos na Bolsa de Chicago. Os futuros do milho e do trigo também recuaram. 

O vencimento setembro/13, o mais negociado nesse momento e o que se refere ao mercado físico norte-americano, recuou 32,75 pontos, e fechou a US$ 14,04 por bushel. A baixa mais expressiva nesse contrato se deu, segundo Vinícius Ito, analista da Jefferies Corretora, em função de um desaquecimento no mercado interno dos EUA, com os processadores, principalmente, apresentando um interesse de compra bem menor do que há algumas semanas. 

Para Ito, esse recuo dos compradores é reflexo de expectativas de uma boa safra entrando no mercado em mais alguns dias, mesmo registrando algumas perdas por conta do clima seco que castiga o Corn Belt e prejudica severamente a produtividade das lavouras. 

Além disso, Ito explicou ainda que, depois de ter subido cerca de 13% em agosto, o mercado agora passa também por um movimento de correção técnica, de realização de lucros. No entanto, os preços da soja ainda encontram suporte em um cenário de fundamentos climáticos muito favorável, com estados-chave na produção de grãos sofrendo com a falta de chuvas que já dura mais de um mês nos EUA. 

Para os próximos dias, as previsões indicam algumas chuvas para o Meio-Oeste norte-americano, entretanto, são chuvas esparsas, pouco volumosas e insuficientes para trazer algum alívio significativo para as lavouras norte-americanas. E o resultado desse clima adverso deverá ser reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no relatório de oferta e demanda a ser divulgado nesta quinta-feira (12). 

Ainda de acordo com Ito, o mercado aposta em uma redução nas estimativas de produtividade de 48,3 sacas para 46,7 sacas por hectare, o que faria a produção de soja dos Estados Unidos ser reduzida de 88,59 milhões para 85,46 milhões de toneladas. Assim, o esperado é que os estoques finais também sejam revisados para baixo, caindo de 5,99 milhões para cerca de 4,49 milhões de toneladas, bem abaixo das primeiras estimativas do depatamento. 

Para Mauricio Correa, analista de mercado do SIM Consult, esse movimento de correção do mercado é natural às vésperas do USDA. "Esse é um período de transição de safras, então, até a divulgação do relatório o mercado fica mais nervoso, depois da divulgação tem um alívio e passa por um reposicionamento". 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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