Soja: Mercado opera com volatilidade em Chicago nesta 3ª feira

Publicado em 10/09/2013 12:34
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O mercado internacional de soja segue operando com volatilidade e, por volta de 11h50 (horário de Brasília), os preços trabalhavam em campo misto na Bolsa de Chicago, com apenas o vencimento setembro/13 recuando 1,75 ponto. As demais posições, no mesmo momento, subiam 5 pontos. 

Segundo analistas, o mercado tenta assimilar as informações sobre o clima nos EUA, as expectativas para o novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), além dos movimentos técnicos de mercado, geralmente acentuados pelos fundos. 

As condições de clima seguem desfavoráveis no Meio-Oeste norte-americano. A seca tem se expandido, segundo informações de sites americanos, e as previsões apontam para chuvas pouco volumosas e regionalizadas nos próximos dias, sendo incapazes de reverter os danos causados pela estiagem. 

Além disso, frente a isso, as expectativas para o boletim que o USDA traz nesta quinta-feira (12) são de uma redução nas estimativas para a produção, produtividade e estoques finais de soja, o que estimula alguma alta nos preços. 

No entanto, segundo o analista de mercado Steve Cachia, da Cerealpar, o mercado sente também uma pressão negativa vindo também da proximidade da colheita da nova safra norte-americana. "Há alguns ajustes de posições à espera desse relatório do USDA, mas principalmente o mercado sente a pressão sazonal da colheita, com a chegada de novo produto", diz. 

Para Cachia, porém, o mercado já precificou boa parte dessas perdas e para que o mercado volte a subir com força nas semanas marcadas pela colheita seriam precisos números do departamento norte-americano apresentando uma queda na produção de soja acima do esperado pelos analistas. "Se os números supreenderem, temos chances de um rally, com o mercado testando a marca dos US$ 14 (...) e depois volta a prevalecer a questão da demanda e o ritmo de exportações que pode fazer com o que o mercado volte a reagir", acredita o analista. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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