Mercado aguarda USDA e soja fecha próxima da estabilidade na CBOT

Publicado em 10/09/2013 17:25
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A soja fechou a sessão regular desta terça-feira (10) próxima da estabilidade, com o mercado tentanto definir uma direção e um posicionamento antes da divulgação do relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta quinta-feira (12). Paralelamente, as incertezas climáticas no Meio-Oeste americano também trouxeram volatilidade aos negócios. 

"Estamos vivendo um momento de muita expectativa e sensibilidade do mercado a fatores climáticos e às dúvidas sobre quebra na safra americana é o que faz o mercado ser jogado de um lado para o outro", explica o economista Camillo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais. 

Frente a isso, a sessão desta terça foi marcada por uma "tensão pré-relatório", o que fez com que, ao final dos negócios, as principais posições da soja terminassem o dia com perdas de menos de 1 ponto, após um pregão de bastante volatilidade. 

Assim, o mercado espera com muita ansiedade por esses números que serão divulgados pelo departamento norte-americano. As expectativas são de que os números de produção e produtividade, bem como os de estoques finais de soja, venham menores do que os reportados no boletim de agosto, uma vez que a falta de chuvas no Corn Belt, a qual já se estende por mais de um mês, vem castigando duramente as lavouras e reduzindo seus rendimentos.

Ao mesmo tempo, a proximidade da colheita também exerce uma pressão sazonal sobre as cotações à medida que crescem as expectativas sobre a entrada de um novo produto no mercado.  "Há alguns ajustes de posições à espera desse relatório do USDA, mas principalmente o mercado sente a pressão sazonal da colheita, com a chegada de novo produto", diz Steve Cachia, analista da Cerealpar. 

Mercado Brasileiro - No mercado interno, os preços sentem o recuo das cotações em Chicago, porém, o impacyo não é tão severo. A disponibilidade de produto já não é tão grande e a demanda segue aquecida, o que oferece alguma sustentação aos valores. 

"O produtor tem se retraído bastante e algumas multinacionais, exportadores e até importadores e indústria que precisam de um abastecimento no curto prazo estão mantendo os preços relativamente altos", afirma Motter. "Ainda há muita dúvida climática no Meio-Oeste americano, as perdas já são concretas, esses dados do USDA serão muito importantes para o redirecionamento para os preços, mas acho que ainda teremos bons momentos pela frente em razão da quebra da safra norte-americana, com chuvas muito esparsas nos últimos dias, principalmente em Iowa, Illinois e Minnesota", completa. 

Milho - Na contramão da soja, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram a terça-feira em campo misto. Segundo analistas, o mercado tentou se recuperar depois das baixas de ontem, também tentanto encontrar um posicionamento melhor antes do reporte dos novos números do USDA. 

Assim como para a soja, a expectativa dos analistas é de que as estimativas para a produção do cereal sejam revistas e reduzidas em função da estiagem, mesmo que os danos para a cultura tenham sido mais amenos do que os registrados pela soja. No entanto, ainda se espera uma produção recorde nos EUA. 

Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta terça-feira:

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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