Sem definição da safra dos EUA, soja trabalha sem direção na CBOT

Publicado em 19/09/2013 12:22
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As incertezas sobre a nova safra de grãos dos Estados Unidos vem tirando a direção do mercado internacional e, após fechar o pregão eletrônico com boas altas na Bolsa de Chicago, os futuros da soja voltaram a cair nesta quinta-feira (19). Os principais vencimentos da oleaginosa, por volta das 11h30 (horário de Brasília), perdiam pouco mais de 4 pontos. 

O mercado vem buscando definir uma tendência, se mantendo próximo da estabilidade, até que comece a receber informações de uma definição da nova safra norte-americana. A principal discussão se dá acerca das informações sobre o real impacto das últimas chuvas que chegaram ao Meio-Oeste norte-americano. 

Já se espera uma produção menor e estoques finais menores nos EUA depois que a falta de chuvas que durou mais de um mês castigou as lavouras do país e reduziu seus índices de produtividade. Ao mesmo tempo, porém, as chuvas que chegaram ao Corn Belt nos últimos dias, para alguns analistas, poderiam ser, principalmente onde o plantio aconteceu mais tarde, o vetor para a recuperação das plantações ou pelo menos uma limitação para os prejuízos.

"Embora já seja bastante tarde, não deixa de ser um alívio para as lavouras mais tardias e se não melhora, pelo menos estagna aquelas perdas que já são previstas", diz Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora.

Porém, apesar de o mercado sentir alguma pressão com essa ligeira melhora climática nos EUA, as baixas têm sid pontuais e pouco expressivas. Além dos fundamentos de oferta, a demanda aquecida pelo produto norte-americano e mais boas notícias vindas do mercado financeiro também contribuem para um suporte para as cotações. 

Nesta quarta-feira (18), O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 1,93 milhão de toneladas de soja para a China com entrega para a temporada atual e trouxe um certo ânimo aos negócios. "A demanda chinesa continua grande para a soja, com mais de 16 milhões de toneladas já contratadas, e um volume que já excede os do ano passado nesta mesma época", disse um analista da corretora internacional Agritel.

Paralelamente, o Federal Reserve (Banco Central norte-americano), também nesta quarta, informou que irá manter o pacote de estímulo à economia norte-americana e as informações estimularam os fundos a voltarem às compras, o que também estimulou um avanço dos preços. "Isso de um lado causa uma pressão sobre a taxa de juros, portanto uma fuga de dólares como investimento neste momento e uma certa estabilidade das moedas ao redor do mundo, e o que provoca também aplicações financeiras também em commodities", afirma Motter. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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