Soja: Mercado tem foco na colheita do EUA e opera com volatilidade
O mercado internacional da soja opera com volatilidade na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (4). Por volta de 12h40 (horário de Brasília), os principais vencimentos da oleaginosa registravam altas de pouco mais de 6 pontos, porém, mais cedo o mercado o registrava ligeiras baixas. O foco do mercado, segundo analistas, é na evolução da colheita da nova safra dos Estados Unidos e de que forma as condições climáticas impactam no andamento dos trabalhos de campo.
Novas previsões indicam que as chuvas nos Estados Unidos devem diminuir e até mesmo parar em algumas regiões do Meio-Oeste americano, favorecendo o bom desenvolvimento dos trabalhos e favorecendo a entrada da nova oferta de soja ao mercado, quadro que chegou a pressionar os preços da soja na sessão desta sexta.
"A colheita deve voltar forte em função de que o produtor americano sabe que o risco climático na soja é maior já que há a possibilidade da incidência de geadas, neve e até mesmo chuvas de outono podendo trazer perdas. Então, a preferência é a colheita da soja e depois partir para uma colheita mais forte do milho", explica Paulo Molinari, analista da agência Safras & Mercado.
Essa "preferência" pela colheita da soja por parte dos agricultores norte-americanos têm dado um leve suporte aos preços do milho que, nesta sexta, operam do lado positivo da tabela. Entretanto, o mercado se mantém próximo da estabilidade e, por volta de 12h20 (horário de Brasília), registravam altas de pouco mais de 1 ponto nas posições mais negociadas.
"Essa entrada mais lenta no mercado físico de milho norte-americano vai segurando os basis, os preços na Bolsa de Chicago até que essa colheita volte forte", afirma Molinari.
Paralelamente ao acompanhamento da safra dos EUA e do cenário de fundamentos, o mercado internacional de grãos trabalha também com as especulações sobre a divulgação ou não das informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) por conta da paralisação do governo norte-americano frente ao impasse da elevação do teto da dívida fiscal do país.
Um dos mais importantes boletins de oferta e demanda do ano, que é o do mês de outubro, não deverá ser reportado no dia 11 como era previsto. "Com isso, o mercado vai precificar o que já conhece. As consultorias privadas estão, praticamente todas, aumentando as estimativas de produção", disse o analista.
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