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Com correção técnica, soja opera em queda na CBOT na manhã desta 2ª

Publicado em 25/11/2013 06:49 935 exibições

A semana começa com uma correção técnica no mercado internacional da soja. Depois de encerrar a sessão de sexta-feira (22) com altas de mais de 20 pontos, os principais vencimentos da oleaginosa operam em queda, exibindo um movimento de realização de lucros. Assim, por volta das 7h50 (horário de Brasília), os vencimentos mais negociados perdiam entre 5,50 e 9 pontos nesta segunda-feira (25). 

Para alguns analistas, as boas expectativas para a safra da América do Sul, que deverá ser recorde, segundo as projeções iniciais. No Brasil, os níveis de umidade do solo favorecem o desenvolvimento das lavouras e, na Argentina, estão previstas chuvas para essa semana, o que deverá impulsionar o andamento dos trabalhos de campo. 

Veja como fechou o mercado na última sexta-feira (22):

Soja: Contrato janeiro retoma os US$ 13 e fecha semana com 3% de alta

Na última sessão desta semana, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago focaram a forte demanda mundial pela oleaginosa e fecharam com altas expressivas nesta sexta-feira (22). O mercado, durante todo o dia, operou com expressivo avanço e assim os vencimentos janeiro e março/14, recuperaram o patamar dos US$ 13 por bushel, fechando em US$ 13,19 e US$ 13,06, respectivamente. os ganhos das posições mais negociadas foram de mais de 20 pontos. Assim, o contrato janeiro fecha a semana com alta de 3%, ou 39 centavos de dólar por bushel. 

A firme demanda mundial e a possibilidade de os estoques norte-americanos chegarem a níveis críticos nos próximos meses foram os principais fatores que motivaram essa forte do mercado. As exportações de soja dos Estados Unidos seguem acontecendo em um ritmo recorde, surpreendendo os traders. Além disso, o mercado registrou ainda um maior movimento de compras por parte dos fundos de investimentos, compradores na soja em grão, no farelo de soja e também no trigo.

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"Hoje, a soja em grão teve essa forte alta, principalmente, influenciada pela demanda do farelo de soja, o mercado interno americano apresenta boas margens para a produção de ração animal e também a produção de carnes, o que gera uma maior demanda dos esmagadores nos Estados Unidos que vão em busca da soja em grão. E os basis registraram uma alta de 5 centavos de dólar no dia", explicou o analista de mercado Marcos Araújo, da Agrinvest. 

Em apenas três meses do atual ano comercial, praticamente 90% da meta estimada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) já vendidos e isso, como explica Araújo, gera uma apreensão para o mercado, principalmente sobre os estoques norte-americanos. Com isso, ainda de acordo com o analista, já começam a aparecer conversas no mercado de que os Estados Unidos teriam até mesmo que importar soja do Brasil a partir de março, "uma vez que a soja brasileira para embarque março já está US$ 26 mais barata do que a soja americana, então, o mercado começa a ficar atento, fazendo contas, com a asoja brasileira atendendo alguma demanda na costa leste dos EUA". 

Araújo afirma ainda que as margens de esmagamento de soja estão positivas na China, e ao vender farelo e óleo no país, os esmagadores obtêm bons lucros. Porém, a nação asiática só tem utilizado entre 55 e 60% de sua capacidade. Ao mesmo tempo, no médio prazo, a medida que toda essa compra da China começar a chegar no país poderia pesar sobre os preços dos derivados, e caso isso se confirme, porém, as altas em Chicago poderiam ser limitadas. 

Entretanto, a partir de janeiro, os investidores também deverão se ater cada vez mais ao cenário climático na América do Sul e, "se tivermos um clima adverso, com uma ameaça de quebra de produção, o mercado fica apreensivo e temos um rally de alta em Chicago", diz Araújo. "Por mais que tenhamos uma safra que caminha para ser recorde, essa forte demanda por soja com essas margens de lucro positivas não dão espaço para grandes quedas", completa. 

O analista afirma ainda que com uma queda mais acentuada das cotações o plantio seria desestimulado tanto nos Estados Unidos quanto na América do Sul na próxima safra, que não é o objetivo nesse momento dada a grande e crescente demanda mundial. No link abaixo, veja a íntegra da entrevista de Marcos Araújo:

>> Marcos Araújo - Mercado Internacional da Soja

Tags:
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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