Soja opera com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta terça-feira

Publicado em 28/01/2014 11:49 e atualizado em 03/03/2020 13:58 1065 exibições

Os negócios estão mornos para a soja no cenário internacional. Nesta terça-feira (28), os futuros da oleaginosa registram mais uma sessão de pouca movimentação na Bolsa de Chicago e o mercado testa os dois lados da tabela. "O mercado tem se configurado neutro nesses últimos dias", explicou Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora. 

Sobre a América do Sul, os traders se mantêm bastante atentos à evolução do clima na América do Sul e ao impacto sobre o desenvolvimento das lavouras. Na Argentina, choveu no último final de semana, reduzindo ligeiramente as preocupações das últimas semanas sobre o calor excessivo, bem como no sul do Brasil.

"O clima na América do Sul, de uma forma geral, corre bem, com exceção de alguns pontos de estiagem, o que pode afetar o mercado até o final do ciclo, mas estamos alinhados para uma safra recorde tanto no Brasil quanto na Argentina", afirma Motter. "E este é um elemento de pressão", completa. 

Para a demanda, as expectativas são de uma manutenção do ritmo bastante forte das compras mundiais. Para o analista da Granoeste, essa grande safra sulamericana que começa a chegar será tranquilamente absorvida pela demanda. Os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) já mostram que os embarques norte-americanos de soja superam os 30 milhões de toneladas. 

No mercado brasileiro, os preços são favorecidos pelo câmbio, que permanece em alta. "Demanda aquecida e dólar em alta criam bons momentos para a formação do preço brasileiro", diz Motter. Por outro lado, no mercado interno, a logística ainda reduz a renda do produtor, já que os fretes já registram altas, bem como prêmios menores nos portos. "Há 30 dias, os embarques programados para fevereiro tinham um prêmio de 50 cents acima de Chicago, e hoje estão em cerca de 30 cents; os de março, que estavam positivos em 20 cents, hoje estão negativos em 10 cents".

Assim, com Chicago estável, o analista explica que a movimentação dos preços no mercado interno tem se dado mais em função dos custos de transportes e quedas de prêmios, e também pela taxa de câmbio. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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