Soja: Argentina ainda possui cerca de 8 milhões de t para comercializar

Publicado em 31/01/2014 15:26 e atualizado em 31/01/2014 17:29 625 exibições

Calcula-se que a Argentina possui cerca de 8 milhões de toneladas de grãos, prioritariamente soja, sem comercializar. A afirmação foi feita por Carlos Casamiquela, ministro da Agricultura do país, em entrevista ao Página/12.

Segundo Casamiquela, em janeiro do ano passado cerca de 97% da soja já havia sido comercializada. No mesmo período deste ano, o país só alcançou uma marca de 83%, impedindo que cerca de 3,5 bilhões de dólares entrassem no país.

A safra 2013/14 prevê uma produção total superior a 103 milhões de toneladas, das quais 54,5 milhões serão de soja. Deste total, o saldo exportável em grãos da oleaginosa seria de 12 milhões de toneladas. O ministério da Agricultura calculou um valor médio de 480 dólares por tonelada. Isso geraria cerca de 5 bilhões de dólares para o país e a renda para os produtores, descontadas as retenções, seria de 30 bilhões de pesos. "Com este nível de rentabilidade, os produtores só não liquidam a partir de março porque querem uma maior desvalorização ou porque estão pensando mais em pretensões políticas do que em seus negócios", disse Casamiquela.

"As câmaras empresariais do campo que especulam com a venda e que decidiram retirar-se do mercado de grãos para evitar liquidar dívidas com o Banco Central constituem um dos setores com maior renda do país, que menos investem em mão de obra e que mais exploram nossos recursos naturais. Com sua manobra, estão atentando contra o crescimento e a estabilidade econômica e, consequentemente, com o poder aquisitivo do salário dos trabalhadores", disse uma recente pesquisa da Corrente Agrária Nacional e Popular (Canpo), onde também se propôs um novo sistema de comércio exterior. "O eixo central da política de comercialização deve ser a regulação estatal do comércio exterior, com a criação de uma Agência Nacional de Comercialização que garantisse aos pequenos e médios produtores o valor real de sua produção", concluiu a Canpo, uma vez que a retenção prejudica os preços àqueles que não possuem espaço para armazenar seus produtos e segurá-los para aguardar os melhores preços.

(Com informações do Página/12)

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Por:
Izadora Pimenta
Fonte:
Notícias Agrícolas

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