Bloomberg: Produtores americanos querem expandir área de soja em até 5%

Publicado em 12/02/2014 08:18 841 exibições
Área de milho deve ser reduzida para aumentar o plantio de soja, que tem custo de produção mais baixo e renda igual ao cereal

O milho não é mais a principal cultura na fazenda de Todd Wachtel, em Illinois. Depois que os preços atingiram o menor preço em três anos em janeiro, ele decidiu reduzir sua área plantada em 20% em 20014 e destinar mais área para a soja, que é mais barato para plantar e tão rentável quanto o cereal pela primeira vez em quatro anos.

Por todo o Corn Belt,  a produção de milho têm sido uma escolha mais fácil para os produtores desde 2009. A renda média anual tem sido de US$ 150 por acre a mais que a soja, em média, para o produtor Wachtel, que plantou em uma área de 3.450 acres de milho em 2013, ou seja, 63% de sua terra.

Neste ano, com os preços mais baixos para o milho, as duas culturas irão render entre US$ 10 e US$ 20 por acre, portanto, o produtor irá plantar mais soja, que irá custar US$ 220 a menos para cultivar, em relação ao milho.  

Os produtores norte-americanos irão aumentar seu plantio de soja em 5% e atingir uma área recorde de 32,53 milhões de hectares (80,391 milhões de acres), segundo uma pesquisa realizada pela Bloomberg com 22 analistas.

Soja
Com safras maiores sendo colhidas no Brasil e na Argentina, as consultorias Goldman Sachs Group e Jefferies Bache LLC fizeram uma previsão no mês passado de que os preços da oleaginosa poderão cair até 29% este ano. 

Alimentos mais baratos 
A soja mais em conta para a produção de ração animal, óleo de cozinha e biodiesel poderá aumentar as margens de lucro para processadoras como a Archer-Daniels-Midland (ADM). Segundo a consultoria Oil World, o aumento dos estoques de óleo vegetal poderão reduzir os preços dos alimentos mundiais em até 15%.

Aumento de produção e demanda
A produção de soja dos EUA deve crescer 5,8%, para 94,7 milhões de toneladas este ano, segundo estimativas feitas por uma pesquisa da Bloomberg. 

A demanda por soja tem sido intensa nos últimos anos, principalmente pelas compras da China, que aumentou suas importações em 32% desde 1º de setembro, em comparação com o mesmo período do ano anterior.     

O total de vendas para entrega antes de 31 de agosto está 26% mais alto, com 43,01 milhões de toneladas até dia 30 de janeiro, em relação ao ano passado.  

Na última década, a produção de soja aumentou com o desenvolvimento de novas tecnologias e o aumento da área plantada a América do Sul. Atualmente, o Brasil e a Argentina produzem 49% de toda a soja mundial. Em 2000, os dois países contribuíram com 35% da produção.     

Informações: Bloomberg

Tradução: Fernanda Bellei

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • João Biermann Tapera - RS

    Nem plantaram e já vão colher a maior safra da história, era porqueira.

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