Soja: Chicago encerra com alta de dois dígitos e cotações se aproximam dos US$14,00/bushel

Publicado em 25/02/2014 17:42 e atualizado em 25/02/2014 18:32 1457 exibições

Os negócios com a soja na Bolsa de  Chicago (CBOT) encerraram em alta no pregão regular desta  terça-feira(25) depois de iniciar o dia com um leve movimento de realização de lucros. A boa demanda pelo produto norte-americano e as preocupações com o efeito do clima sobre a produção brasileira recolocaram o mercado no território positivo. 

No final do dia os contratos para março/14 encerraram a US$13,99/bushel com alta de 12,5 pontos. Maio/14 subiu de 12,25 pontos negociado a US$13,87/bushel e o vencimento julho/14 fechou cotado a US$13,70 com elevação de 11,75 pontos.

 Pouco antes do início da sessão regular, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 568 mil toneladas para destinos desconhecidos, o que reforça o quadro de demanda aquecida pela soja norte-americana. Nos Estados Unidos, a escassez de soja vem sendo justificada pelas exportações norte-americanas em mais de 43 milhões de toneladas, contra a última projeção do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de 41,1 milhões de toneladas para todo o ano comercial. Ao mesmo tempo, os embarques, também no acumulado da temporada, já se aproximam de  36 milhões de toneladas. 

Além da demanda aquecida, os operadores também estão atentos às perdas nas lavouras brasileiras. Os primeiros levantamentos oficiais já mostram que a situação é mais grave que se imaginava. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), divulgou nesta terça-feira(25) que a queda na safra de soja por conta da estiagem e das altas temperaturas entre os meses de janeiro e fevereiro é de até 12% , o que equivale a perdas de pouco mais de 2 milhões de toneladas. A safra inicialmente estimada em 16,5 milhões de toneladas deve recuar para 14,5 milhões e esse valor pode ser ainda menor já que estão sendo computados apenas perdas com produtividade. Segundo Francisco Simioni, diretor do Deral " quando a colheita avançar será possível mensurar se houve perdas também em relação ao rendimento da soja, com grãos mais leves e de menor qualidade". 

No Mato Grosso, por outro lado, chove demais e o excesso de umidade tem prejudicado o avanço da colheita, o que já resulta em uma perda de qualidade e também de potencial produtivo. Segundo um produtor de Lucas do Rio Verde, somente em fevereiro choveu 2400 mm. 

Frente à essas incertezas sobre a produção do Brasil e do comportamento dos preços diante desse quadro, os produtores brasileiros não estão vendendo, o que também é um fato positivo para os preços.

Também hoje, a consultoria alemã Oil World revisou para baixo a previsão de safra do Brasil com um recuo consistente de 89,5 milhões para 85 milhões de toneladas. 

   

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Notícias Agrícolas

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