CBOT: Soja registra mais uma sessão de forte alta nesta 4ª feira

Publicado em 19/03/2014 08:44 2672 exibições

Nesta quarta-feira (19), a soja registra mais uma sessão de forte alta no mercado internacional. Segundo informações da agência internacional Bloomberg, as cotações alcançam os melhores preços em uma semana frente ao quadro de oferta e demanda muito apertado nos Estados Unidos. 

Assim, por volta das 8h30 (horário de Brasília), os primeiros vencimentos subiram mais de 16 pontos e o contrato julho/14 já operava acima dos US$ 14 por bushel. O vencimento maio/14 valia, no mesmo momento, US$ 14,35. 

Os ganhos seguem refletindo a realidade norte-americana, onde os estoques se encontram em níveis preocupantes e a demanda pelo produto dos EUA se mantém bastante firme e não dá sinais de desaqueciemnto. 

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja fecha com forte alta frente aos apertados estoques dos EUA

A escassez de soja nos Estados Unidos voltou ao foco do mercado internacional e os negócios com os contratos futuros da oleaginosa encerram a sessão desta terça-feira (18) com forte alta na Bolsa de Chicago. Os vencimentos mais próximos fecharam o dia subindo mais de 20 pontos. A posição maio/14, referência para a safra brasileira e a mais negociada desse momento, ficou valendo US$ 14,18 por bushel.  

Os estoques norte-americanos em níveis críticos e a demanda mundial ainda bastante concentrada no produto dos Estados Unidos justificam essas altas mais expressivas para os vencimentos mais próximos. Segundo Stefan Tomkiw, isso acontece uma vez que, apesar de ser referência para os preços da soja em todo o mundo, a Bolsa de Chicago ainda reflete mais intensamente a realidade norte-americana. 

"Os exportadores nos EUA comprometeram um volume muito além do que tinha sido estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e esse volume excedente não conta com sinalizações de uma rolagem de posições ou até mesmo movimento de washouts (troca de origens). E uma perspectiva de preços firmes tem sido reforçada pelos números dos embarques dos EUA e também dos números de esmagamento do Nopa, que trouxeram  um volume levemente acima do que o mercado para fevereiro", explica Stefan Tomkiw, analista de mercado da Jefferies Corretora. 

As indicações, portanto, são de que tanto a demanda externa, quanto interna seguem contínuas e firmes, dando sustentação e impulso às cotações da oleaginosa no mercado internacional. 

Ainda de acordo com o analista, essa procura ainda muito forte pela soja norte-americana é justificada pela ausência dessas rolagens, ou seja, as entregas do produto serem feitas mais adiante, as quais já deveriam ter sido feitas. 
"Aparentemente, os chineses demoraram demais para fazer essas rolagens e, como normalmente, as vendas feitas na exportação para a China são feitas via SIF, os exportadores dos EUA dificultaram ou exigiram um custo financeiro elevado para efetivarem esses movimentos", explica. 

Essas compras bastante acentuadas de soja dos EUA se deram também, segundo Tomkiw, dada a apreensão dos importadores chineses com o tempo de disponibilidade da safra da América do Sul e os washouts que deveriam ter acontecido mais cedo, portanto, acabaram sendo "atrasados", inviabilizando o movimento.

Frente a isso, o sentimento atual do mercado é de que, no segundo semestre, um maior volume de soja deverá estar disponível para os compradores, concentrando algo ainda da atual produção brasileira e mais a entrada da nova safra dos Estados Unidos. Ainda assim, no entanto, a demanda também conta com projeções fortes, o que permite a alta do mercado, porém, de forma menos acentuada do que vem sendo registrada pelos vencimentos mais próximos. 

Assim, o contrato agosto/14 fechou o dia subindo 11,75 pontos, valendo US$ 13,48 por bushel, e o setembro terminou a sessão com 12 pontos de alta e cotado a US$ 12,46. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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