Soja: Na CBOT, mercado fecha em queda pelo 3º dia consecutivo

Publicado em 07/05/2014 17:02 e atualizado em 07/05/2014 18:11 2138 exibições

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros da soja fecharam a sessão em queda pelo terceiro dia consecutivo. Ao longo das negociações, as principais posições da oleaginosa até esboçaram uma recuperação, mas as cotações ampliaram as perdas durante o dia. Os contratos registraram baixas entre 9,50 e 13,25 pontos. O vencimento julho/14 terminou o pregão cotado a US$ 14,46 por bushel.

Segundo analistas, os preços futuros são pressionados por um movimento de realização técnica, após atingir o pico de preço no mês de abril. Na visão do economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, algumas notícias como a possível redução na demanda da China também ajudam a pressionar as cotações em Chicago.

As especulações das importações de soja por parte dos EUA, especialmente do Brasil e Canadá, ajudam a dar o tom negativo aos preços da oleaginosa. Ainda assim, o analista de mercado da Agrinvest, Marcos Araújo, relata que ainda seria necessário um aumento no ritmo das importações do produto brasileiro para que os estoques norte-americanos ficassem em níveis confortáveis. 

"E com as compras norte-americanas de soja, os níveis dos estoques do país, que estão em níveis críticos, passam para nível menos crítico. Além disso, com o novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), já começam as especulações sobre um possível aumento das importações dos EUA", explica Motter.

O departamento norte-americano irá divulgar novo boletim de oferta e demanda na próxima sexta-feira. Os participantes do mercado já esperam que o órgão reporte um aumento na produção de soja norte-americana para 96,5 milhões de toneladas. É preciso ressaltar que nesta safra, a área destinada ao cultivo da oleaginosa deve apresentar um aumento de 5%.

Os estoques mundiais de soja também poderão apresentar uma revisão para cima e totalizar 81 milhões de toneladas. No último relatório, o USDA apontou os estoques globais em 69,42 milhões de toneladas e a produção mundial em 284,05 milhões de toneladas. 

Ainda segundo o economista, esse será o primeiro relatório com informações sobre a safra 2014/15 e servirá como referencial para balizar os preços da commodity. "Temos que ficar atentos aos números dos estoques finais norte-americanos, que poderão totalizar 8 milhões de toneladas, esmagamento e importações dos EUA, que podem trazer um reflexo às cotações no curto prazo", destaca.

O clima nos EUA também começa a ganhar força a partir de agora no mercado internacional. Com o início do plantio do grão no país, cerca de 5% da área foi cultivada até o último dia 4 de maio, os produtores estão atentos às previsões climáticas. Na última semana, segundo dados do USDA, o índice de plantio era de 3%, enquanto que, no mesmo período do ano passado o percentual era de 2%. 

Apesar do recuo nas cotações, os fundamentos ainda são positivos frente à demanda aquecida pela soja e dos estoques ajustados nos EUA. No entanto, como esses fatores já são conhecidos do mercado, outras informações ganham espaço nesse momento. Para o analista de mercado do SIMConsult, Mauricio Correa, o mercado deve melhorar nos próximos dias e voltar as máximas ao redor de US$ 15,50 por bushel. 

Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento nesta quarta-feira:

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

4 comentários

  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Os produtores brasileiros deveriam se interessar em perguntar onde estão esses robustos de soja que, se realmente existirem não temos razão para acreditar que os preços para soja seja acima de us$ 5.00 por bushel ???

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  • Mário Tonol Cruz Alta - RS

    A formação dos preços das commodities por parte dos americanos é sempre muito estranha e muitas vezes de difícil entendimento, para não dizer duvidosa. Se eles estão importando soja do Brasil, algo que raramente se vê (divulgado), não seria o momento de racionar a demanda e com isso aumentarem os preços da oleaginosa? Claro que não... "os estoques americanos estão se recompondo com estas importações, então os preços da commodity deve cair". A verdade é que haja o que houver, os americanos e chineses sempre vão tentar encontrar uma desculpa, um boato, uma especulação, etc e tal para não pagarem preços um pouco mais remuneradores pela soja brasileira.

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  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    Meu comentário do Navio bobo,que não consegue chegar ao destino foi uma brincadeira que depois de escrita me pareceu possível.Estou Farto de projeções de SUPERSAFRAS.À dois anos que acham que somos IDIOTAS,e se dão mal.

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  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    O QUE INTERESSA AO PRODUTOR BRASILEIRO QUE NÃO VENDEU,É SE O BRASIL VAI TER ESTOQUE PRA PASSAR ATÉ A PROXIMA SAFRA. A CONTA PODE COMEÇAR A SER FEITA.83000 DE PRODUÇÃO,ATÉ O FIM DE MAIO 28 JÁ SE FOI ,MAIIS 18 M0IDA,DÁ 46,MAIS 18 PRA EXPORTAR A´TE O FIM DO ANO,DÁ64,MENOS 83,SOBRA 19 PRA MOER EM 7 MESES,É POUCO,PRECISAMOS DE NO MINIMO,23.BEM ,ENTÃO ,QUEM SABE ,AQUELA SOJA QUE O CHINÊS COMPROU EM DEMASIA DOS BRASILEIROS,QUE SERÁ DESVIADA PARA O GOLFO, ANTES DE LÁ CHEGAR NÃO CHEGA UMA ORDEM PRA VOLTAR PRA ALGUM PORTO BRASILEIRO.

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