Soja tenta consolidar recuperação e tem leves altas na CBOT

Publicado em 13/06/2014 07:49 1882 exibições

O mercado internacional da soja opera do lado positivo da tabela na manhã desta sexta-feira (13). Os futuros da oleaginosa tentam, mais uma vez, se recuperar da forte baixa registrada ontem, quando o vencimento julho chegou a perder o patamar dos US$ 14,20 por bushel e as cotações encerraram o dia perdendo mais de 20 pontos. Assim, por volta das 7h50 (horário de Brasília), os ganhos das posições mais negociadas variavam entre 4,75 e 8,75 pontos, com o primeiro vencimento valendo US$ 14,24 por bushel.

Segundo analistas, o mercado ainda deverá se manter bastante volátil pois se depara com fundamentos que seguem muito positivos, principalmente no curto prazo, e, ao mesmo tempo, sofreu uma frustração com o último boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que não alterou as projeções de exportações e importações do país mesmo frente ao intenso ritmo de embarques e vendas para importação e à escassez de produto no país. 

Paralelamente, há ainda o bom desenvolvimento da nova safra dos Estados Unidos que também pressiona o mercado, nesse caso, com mais intensidade nos contratos de mais longo prazo. O plantio vem registrando um ritmo bastante positivo, tanto a soja quanto o milho estão com números acima da média, e as condições climáticas se mostram muito favoráveis. E previsões do tempo indicam a continuidade desse quadro. 

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Sem força, soja fecha sessão desta quinta-feira em queda na CBOT

Nesta quinta-feira (12), a soja fechou a sessão regular com expressiva e intensa queda na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos perderam entre 8 e 29,50pontos. Quem liderou o recuo foi o vencimento julho, que fechou o dia cotado a US$ 14,16 por bushel, perdendo, novamente, importantes patamares de suporte. Como já havia sido sinalizado por alguns analistas e também por análises técnicas, ao perder os US$ 14,40, as cotações poderiam perder desencadear novas quedas. 

A baixa desta quinta, que é uma continuidade do movimento negativo da sessão anterior, reflete um movimento técnico do mercado. Os fundamentos para o curto prazo ainda são muito positivos, porém, a falta de novidades no último relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estimulou essa intensa realização de lucros. 

Como explicou o analista de mercado Camilo Motter, da Granoeste Corretora, as cotações estão realmente pressionadas pela percepção de que mais um mês se passou e as projeções permanecem inalteradas. Mesmo com a continuidade dos negócios nos EUA, as exportações foram mantidas em 43,5 milhões de toneladas, e as importações em 2,45 milhões frente aos menores estoques finais de soja no país em muitos anos. 

"Isto significa que tem um mês a menos de entressafra – cujos estoques estão apertados – e avançamos um mês a mais em direção à chegada da safra nova – que promete ser plena. Segue, no entanto, a tendência de muita volatilidade, sobretudo porque tem todo o período de mercado climático pela frente".

Nem mesmo as exportações semanais de soja dos Estados Unidos ficando dentro das expectativas ajudou a dar um fôlego aos preços. As exportações semanais de soja da safra 2013/14 foram de 86,7 mil toneladas e ficaram dentro das expectativas do mercado, que apostava em algo em torno de 125 mil toneladas negativas e 100 mil toneladas. Em relação à semana anterior, o volume mais do que dobrou e ainda ficou 2% acima da média das últimas quatro semanas. O principal destino foi a Indonésia, que comprou 46,5 mil toneladas do total. 

No acumulado do ano comercial, os Estados Unidos já venderam para exportações 45.060,3 milhões de toneladas. A última estimativa do USDA para essas vendas, no entanto, é de 43,550 milhões e ainda faltam 12 semanas para o fim da temporada.   

Nova safra dos EUA pode ser recorde

As expectativas para a nova safra norte-americana são de um volume recorde de mais de 98,93 milhões de toneladas e as primeiras estimativas para os estoques finais são de mais de 8 milhões de toneladas. São esses números que, ainda de acordo com analistas, irão manter a volatilidade entre os negócios até que sejam definidos. 

Até o momento, as condições climáticas são bastante favoráveis e devem se manter assim nos próximos dias. De acordo com notícias de agências internacionais, boas chuvas devem chegar à estados produtores e melhorar ainda mais o nível de umidade do solo, contribuindo para o bom desenvolvimento das lavouras, o que também é um fator de pressão para as cotações. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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