Após duas sessões de alta, soja tem leve recuo na CBOT nesta 6ª feira
Depois de duas sessões consecutivas de ganhos na Bolsa de Chicago, o mercado da soja recua levemente nesta sexta-feira (20). Os futuros da oleaginosa voltaram a perder força com um movimento de correção técnica e com os investidores buscando realizar lucros após o recente avanço das cotações.
O cenário, principalmente no curto prazo, segue inalterado e conta com fundamentos que mantêm o suporte aos preços. A demanda é firme e falta produto não só nos Estados Unidos, mas também na América do Sul, para atendê-la.
Ontem, em seu último relatório de vendas para exportação, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou que, na semana que terminou em 12 de junho, os EUA venderam mais 97,9 mil toneladas de soja da safra 2013/14, elevando o acumulado no ano a 45.158,2 milhões de toneladas. A última projeção do departamento para toda a temporada é, no entanto, de 43,55 milhões de toneladas.
Veja como o mercado fechou nesta quinta-feira:
Soja fecha novamente em alta em Chicago com demanda e exportações firmes
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão em alta nesta quinta-feira (19). Os fundamentos voltaram a dar sustentação para a oleaginosa, que tem oferta extremamente apertada e demanda em alta.
O contrato para entrega em julho encerrou o dia valendo US$ 14,20 o bushel, com alta de 11,75 pontos. O agosto fechou em US$ 13,69; setembro encerrou o prego com alta de 13,50 pontos, em US$ 12,63 o bushel e o contrato para entrega em março/2015 avançou 14,25 pontos, negociado a US$ 12,40 o bushel. O farelo e o óleo de soja também encerraram a sessão com altas.
De acordo com o site norte-americano Farm Futures, o anúncio do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de que exportadores privados dos EUA teriam vendido 140 mil toneladas de soja para destinos não revelados para entrega durante o ano comercial 2013/14, teria ajudado a sustentar os preços desde ontem.
Analistas alertam que o mercado futuro da soja deve continuar a operar com forte volatilidade frente às notícias de uma nova safra cheia nos Estados Unidos. O plantio da oleaginosa está se aproximando da conclusão e o clima se mantém extremamente favorável para o desenvolvimento da safra.
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