Com previsão de mais clima favorável nos EUA, soja recua em Chicago

Publicado em 21/07/2014 12:31 1869 exibições

Nesta segunda-feira (21), o mercado internacional de grãos registra mais um dia de quedas na Bolsa de Chicago e quem lidera as perdas são os futuros da soja. Entre os vencimentos mais negociados, a exceção do agosto/14 que tinha alta de 7,75 pontos, as perdas eram de pouco mais de 6 pontos, por volta das 11h40 (horário de Brasília). No entanto, os preços chegaram a perder mais de 14 pontos mais cedo e quase todos as posições já trabalham abaixo dos US$ 11 por bushel. Até o momento, a mínima registrada pelo vencimento novembro, referência para a safra norte-americana, foi US$ 10,70. 

Sem novidades expressivas nesse momento que possam estimular uma nova tentativa de recuperação das cotações, o mercado continua refletindo as favoráveis condições de clima nos Estados Unidos. As atuais temperaturas são amenas, os níveis de umidade no solo são adequados e as chuvas que chegam às regiões produtoras são bem distribuídas e de bons volumes. 

Clima nos EUA

Segundo informações da agência internacional de notícias DTN, a produção norte-americana de grãos no Meio-Oeste do país deverá continuar contando com um clima bastante favorável até o final de julho e o início de agosto. Segundo explicou o climatologista Dennis Todey, apesar de algumas condições adversas observadas em junho de inundações registradas no norte dos EUA, as condições agora são promissoras para as culturas, tanto para a soja que está na época da floração, quanto para o milho, que está na fase de polinização. 

"A safra está, no geral, em boa forma. Há pequenos bolsões de umidade e algum atraso no desenvolvimento em determinadas regiões, mas no geral, tudo parece muito bem até agora", acredita Todey. "A umidade está acima do considerado normal para esse período e, nos últimos 30 dias, foram registradas temperaturas menos quente do que a média para essa épóca. A única área onde as temperaturas estavam ligeiramente acima da média foi no Leste do Corn Belt", completou.

Assim, diante desse cenário, o mercado já começa a precificar o novo boletim de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga no final da tarde de hoje, após o fechamento do mercado. No caso da soja, de acordo com os últimos números, eram 72% das lavouras de soja em boas ou excelentes condições. Essa é, segundo analistas, a melhor classificação dos campos norte-americanos em 20 anos, o que reforça as perspectivas do mercado para a maior safra de soja dos Estados Unidos, com mais de 103 milhões de toneladas, registrando área e produtividade recordes, de 34 milhões de hectares e mais de 51 sacas/ha, respectivamente.

Números da Demanda

Paralelamente, o mercado ainda conta com notícias vindas da demanda. Porém, essas informações acabam perdendo um pouco da força frente aos números da nova safra dos Estados Unidos. E, para o analista de mercado Bryce Knorr, do site norte-americano Farm Futures, o mercado de grãos deverá observar os consumidores finais atuando nas compras de forma um pouco mais significativa, justamente em função de preços mais atrativos depois das últimas baixas. 

Hoje, o USDA anunciou duas novas vendas. Da safra 2013/14, os EUA venderam 120 mil toneladas de soja para a China, e mais 135 mil toneladas de farelo de soja da safra 2014/15 para destinos desconhecidos. 

Além disso, o departamento trouxe ainda seu novo boletim de embarques semanais e, na semana que se encerrou no dia 17 de julho, os EUA embarcaram 96.915 milhões de toneladas de soja, elevando o acumulado no ano comercial a 42.909,855 milhões de toneladas. A temporada só se encerra em 31 de agosto e a última projeção do USDA para as exportações 2013/14 do país são de 44,09 milhões de toneladas. 

Mercado Interno

No mercado interno, os preços continuam tentando se manter firmes diante dos altos prêmios que vêm senod pagos nos portos brasileiros. Sobre o vencimento agosto praticado em Chicago há um prêmio positivo de US$ 1,70 e para setembro/14 esse valor é de US$ 2,15. Até mesmo os vencimentos mais distantes, referentes à nova safra, também contam com prêmios positivos. Para abril, são US$ 0,45 acima do valor registrado na CBOT. 

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Notícias Agrícolas

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