Soja: Mercado amplia perdas em Chicago nesta terça-feira

Publicado em 05/08/2014 11:10 1674 exibições

Nesta terça-feira (5), o mercado internacional da soja se mostra bastante pressionado na Bolsa de Chicago. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam de 16,50 a 17 pontos nos principais vencimentos. O contrato novembro, referência para a safra norte-americana, era cotado a US$ 10,63 por bushel.

O mercado devolve boa parte das perdas registradas ontem, quando foi estimulado pof fortes novidades sobre a demanda - com números dos embarques semanais norte-americanos e vendas novas da safra 2014/15 de soja em grão dos EUA para a China e Taiwan, e o foco dos negócios se volta, novamente, para a situação climática no Meio-Oeste. 

Embora algumas poucas preocupações sobre as condições climáticas tenham aparecido nos últimos dias, as previsões mais recentes seguem indicando um cenário favorável para as próximas semanas. Ainda que algumas áreas possam registrar chuvas mais limitadas, são esperadas precipitações bastante expressivas para os próximos dias 7 e 8 e essa informação pesa sobre os preços nesta segunda, segundo explicou o consultor em agronegócio Ênio Fernandes. 

O consultor explica que essa deve ser uma chuva de boa abrangência e que chega em um momento que a presença de água é determinante para a continuidade do bom desenvolvimento das lavouras. "Isso é normal para esse momento. Há um volume muito grande de informações no mercado e, por isso, muita volatilidade é esperada para os próximos dias". 

Diante dessas boas condições de clima, portanto, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) manteve seu índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições em 71%, mesmo número da semana passada. Além disso, mostrou também que 85% das lavouras já floresceram e 57% já apresentam formação de vagens, ambos os números estão acima da média registrada nos últimos cinco anos. 

Essa é a melhor classificação das lavouras em 20 anos nos Estados Unidos e os números vêm mostrando, ainda segundo analistas, que as expectativas  de uma grande safra nos Estados Unidos - 103,42 milhões de toneladas estimadas pelo USDA em seu último boletim de oferta e demanda - vêm ganhando cada vez mais força, bem como sua projeção para a produtividade desta safra, de mais de 51 sacas por hectare. Os números serão atualizados no novo boletim de oferta e demanda que o departamento divulga no dia 12 de agosto. 

De acordo com informações do instituto de meteorologia QT Weather reportadas pela agência internacional Bloomberg, as chuvas nos próximos dias deverão ser mais pesadas na região oeste do Meio-Oeste norte-americano e as temperaturas tendem a ficar abaixo do normal em grande parte do Corn Belt.

Força da Demanda

Apesar dessa pressão causada pelas boas condições de clima nos Estados Unidos e do bom desenvolvimento da nova safra no país, o mercado ainda conta com a força da demanda. Nas últimas semanas, muitas vendas - não só de soja em grão, mas também de farelo e óleo - foram reportadas e, segundo analistas, já indicam que a tendência é de crescimento para o consumo mundial da oleaginosa. 

Somente a China, principal importador global da oleaginosa, já tem 16 milhões de toneladas compradas da nova safra, o que corresponde a  a 30% a mais do que no mesmo período do ano passado. Ontem, a nação asiática adquiriu 110 mil toneladas da commodity e Taiwan mais 102 mil. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Edson Amieiro Floresta - PR

    "Não vendam, não vendam, não vendam... " Bons tempos àqueles !! Calma calma! Há sempre uma pá no fundo do poço !

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