Soja: Mercado fecha o dia com baixas de dois dígitos em Chicago

Publicado em 08/09/2014 16:54 1329 exibições

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, nesta segunda-feira (8), fecharam a sessão regular predominantemente mais baixos. Os vencimentos mais negociados terminaram o dia com perdas de dois dígitos, enquanto o contrato setembro/14, que encerra seus negócios no dia 15, registrou alta de 5,25 pontos, valendo US$ 10,90 por bushel. 

O principal fator de pressão para as cotações segue sendo as expectativas para a nova safra dos Estados Unidos. No próximo dia 11 de setembro, quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga seu novo boletim de oferta e demanda e as expectativas do mercado para a colheita do país variam de 106 a 109 milhões de toneladas, segundo o analista de mercado da Novo Rumo Corretora, Mário Mariano. A última projeção do departamento, reportada em agosto, foi de 103,42 milhões de toneladas. 

Para os estoques globais, Mariano espera um aumento no número de 47 milhões para 50 milhões de toneladas. 

Assim, à espera dessas novas informações, o mercado e o andamento dos preços são pautados pelas especulações sobre o novo boletim. De acordo com informações do jornalista e analista Bryce Knorr, do site norte-americano Farm Futures, os investidores têm vendido parte de suas posições, extendendo sua aposta em um mercado mais pressionado, principalmente no curto e médio prazo. 

Diante disso, o analista acredita que os preços da soja no vencimento novembro/14, referência para essa nova safra dos Estados Unidos, estão próximos do rompimento dos US$ 10,00 por bushel. "Uma produção próxima de algo entre 106 e 109 milhões de toneladas e uma demanda ainda retraída até que essa safra entre no mercado devidamente, o mercado não encontra um outro ponto de apoio para manter uma estabilidade ou limitar as quedas", explica.

Mercado Interno

No mercado brasileiro, diante desse atual cenário, a comercialização está travada. Os produtores têm optado por agir com mais cautela diante do comportamento das cotações e do reporte de um mercado mais pressionado no curto e médio prazo, principalmente à medida em que se aproxima a colheita norte-americana e a entrada efetiva da nova safra dos Estados Unidos. 

"Provavelmente, essa tendência de manutenção de estoques imediatos e entrada da safra norte-americana continuarão forçando o mercado para baixo na falta de notícias novas", acredita Mariano.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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