Após fortes baixas, soja tenta manter estabilidade na CBOT nesta 3ª feira

Publicado em 23/09/2014 09:45 992 exibições

Nesta terça-feira (23), o mercado da soja tenta encontrar uma estabilidade na Bolsa de Chicago após as fortes baixas registradas na sessão anterior. Por volta das 8h50 (horário de Brasília), os principais vencimentos registravam pequenas altas que variavam de 0,50 a 1 ponto e, mais cedo, chegaram a subir mais de 3 pontos. 

Os preços vêm sendo duramente pressionados pelas informações sobre o andamento da nova safra dos Estados Unidos, principalmente com os primeiros dados oficiais do início da colheita da temporada 2014/15 no país. De acordo com o último boletim de acompanhamento de safras divulgado nesta segunda (22) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 3% da área já foi colhida e o número ficou dentro do que vinha sendo esperado pelo mercado, algo entre 3 e 5%. 

Segundo analistas, o avanço dos trabalhos de campo no país deve continuar pesando sobre os negócios no mercado futuro internacional, bem como as boas condições de clima ainda previstas para o Meio-Oeste nas próximas semanas. 

Por outro lado, as informações da demanda ainda servem de suporte para as cotações. Ontem, o USDAtrouxe os números sobre os embarques norte-americanos e os números já ficam bem acima dos registrados no mesmo período do ano passado. 

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Soja: Mercado fecha com menores preços em mais de 4 anos na CBOT

Nesta segunda-feira (22), o mercado internacional da soja fechou o dia com os menores preços em mais de quatro anos na Bolsa de Chicago. As posições mais negociadas recuaram mais de 19 pontos e o contrato mais importante desse momento, o novembro/14, encerrou os negócios cotado a US$ 9,38 por bushel. 

O mercado refletiu, entre outros fatores, o bom desenvolvimento da colheita nos Estados Unidos para exibir uma baixa tão acentuada nessa primeira sessão da semana. Após o fechamento do pregão, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu novo boletim de acompanhamento de safras informando que 3% da área de soja já foram colhidos até o último domingo (21). 
Os números confirmaram as expectativas do mercado - que variavam de 3 a 5% - e a precificação dessa espera por parte dos investidores que, segundo analistas, foi o principal e mais severo fator de pressão para as cotações nesta sessão. 

Paralelamente, também pressionando o mercado e contribuindo para o bom desenvolvimento dos trabalhos de campo nos Estados Unidos, as condições de clima se mantêm bastante favoráveis. 

Para até o início de outubro, as previsões indicam tempo quente e seco em quase todo o Meio-Oeste americano, que devem favorecer a secagem tanto da soja quanto do milho, além de favorecer o bom andamento da colheita. 

"Nessas próximas duas ou três semanas, devemos ter uma intensificação da colheita, e o clima promete esse avanço significativo dos trabalhos de campo e, consequentemente, da chegada da oferta. Assim, aquela escassez de produto começa a se tornar uma coisa do passado", afirma Camilo Motter, analista de mercado e economista da Granoeste Corretora.

Demanda 

Por outro lado, a demanda segue aquecida e deve se intensificar, segundo analistas, diante desses preços mais baixos. Para Bob Burgdorfer, analista de mercado e jornalista do site norte-americano Farm Futures, a China deve voltar ao mercado essa semana, após ter comprado mais de 2 milhões de toneladas de soja na última semana. 

Além disso, os números do boletim de inspeções de exportações mostraram que os embarques semanais de soja dos Estados Unidos ficaram acima do esperado. O número para a soja veio em 467,68 mil toneladas, maior do que o registrado na semana anterior, de 255,02 mil e ainda acima do que o mercado esperava, algo entre 240 mil e 330 mil toneladas. 

No acumulado do ano comercial 2014/15, que se iniciou em 1º de setembro, somam, até a semana que terminou em 18 de setembro, 802,71 mil toneladas. Na temporada anterior, nesse mesmo período, o volume era de 588,22 mil toneladas.  

"Esses preços, eventualmente, criarão uma nova demanda, mas quanto tempo isso vai demorar e o impacto que essa demanda terá sobre os preços nós ainda não sabemos", disse o presidente da consultoria C&S Grain Market, William Fordham. 

Ao mesmo tempo, a recente valorização do dólar frente a outras moedas poderia tornar o produto norte-americano menos competitivo, prejudicando as exportações dos Estados Unidos em função de preços mais elevados. 

"Esses ganhos do dólar podem prejudicar as exportações norte-americanas de grãos já que acabam deixando os produtos mais caros para os importadores", acredita Burgdorfer. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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