Após semana positiva, soja tem sexta-feira de realização de lucros na CBOT

Publicado em 24/10/2014 12:54 490 exibições

Os preços da soja voltaram a recuar na tarde desta sexta-feira (24) na Bolsa de Chicago em um movimento de realização de lucros após as boas altas registradas mais cedo. Depois de trabalhar em campo positivo mais cedo, com todas as posições acima dos US$ 10,00 por bushel, por volta das 13h20 (horário de Brasília), os vencimentos mais negociados perdiam entre 5,25 e 7 pontos, com o contrato maio/15 valendo US$ 10,07.

O mercado vem observando, nos últimos dias, uma forte presença dos fundos de investimentos, os quais aproveitaram o recente avanço das cotações para deixar uma parte de suas posições e garantir lucros, movimento natural nessa última sessão da semana, segundo explicam analistas. 

No entanto, as variáveis de fundamentos e de clima seguem dando suporte às cotações, principalmente com informações vindas da demanda. As vendas semanais para exportação reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ontem ficaram bem acima das expectativas do mercado e confirmaram o potencial e a presença que a demanda vem apresentando. 

Nos Estados Unidos, apesar da melhora das condições climáticas das últimas semanas, a colheita ainda está atrasada em relação à temporada anterior e à média dos últimos cinco anos. Porém, as previsões indicam que o final de semana deve contar com um bom cenário climático, o que poderia promover um bom avanço dos trabalhos de campo no Meio-Oeste americano.

No Brasil, as chuvas que chegaram nos últimos dias às regiões produtoras foram localizadas e de baixo volume, o que ainda não permite que que o plantio da safra 2014/15 avance de forma adequada na maior parte dos estados. 

Em Nova Mutum, em Mato Grosso, por exemplo, o plantio está interrompido com a região há mais de 30 dias e apenas 15% da área foi cultivada, contra 50% registrados no mesmo período do ano passado. Em Chapadão do Sul, em Mato Grosso do Sul, 10% da área já foi semeada até o momento. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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