Soja: Alta do dólar derruba preços em Chicago, mas puxa cotações nos portos do Brasil nesta 5ª

Publicado em 19/05/2016 13:31
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Na tarde desta quinta-feira (19), os futuros da soja vêm intensificando suas perdas na Bolsa de Chicago. Por volta das 13h (horário de Brasília), as posições mais negociadas perdiam mais de 20 pontos, levando as primeiras posições de volta à casa dos US$ 10,50 por bushel. A baixa vem, como explicam analistas, diretamente ligada à alta do dólar no exterior e frente a uma série de moedas. 

A força da moeda norte-americana no exterior, principalmente depois de ontem, quando o Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) informou que poderia aumentar as taxas de juros nos EUA, vem pressionando as commodities de forma generalizada, atraindo os investidores para a divisa, que alcança seu maior valor desde março. 

E um dólar mais alto não só atrai os investidores, como reduz a competitividade dos produtos norte-americanos frente a seus concorrentes, o que também acaba sendo um fator baixista para os preços. No Brasil, que vem liderando as exportações globais de soja, a moeda subia 0,979% para R$ 3,598. Durante os negócios, porém, os ganhos já passaram de 1%. 

"Há um rescaldo do movimento de ontem, de aposta em alta de juros do Fed", disse à Reuters o operador da corretora B&T Marcos Trabbold, acrescentando que "predomina a cautela nos mercados externos".

Assim, os preços da soja brasileira seguiam em alta nesta quinta-feira. No porto de Paranaguá, o produto disponível subia 1,16% para R$ 87,50 por saca, enquanto o da nova safra mantinha estável o patamar dos R$ 90,00. No terminal de Rio Grande, ganho de 0,58% para o disponível, cotado a R$ 87,00, e no futuro, também estabilidade nos R$ 90,00. 

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Além disso, o mercado específico da soja ainda passa por algumas correções técnicas após as boas altas das sessões anteriores. Entretanto, o consultor de mercado Carlos Cogo afirma que essas são baixas pontuais, uma vez que os futuros da oleaginosa mantêm em seu radar importantes fatores altistas daqui em diante. "O fato é que os fundos de investimentos devem continuar propensos a se proteger, expandindo suas posições compradas ao invés de liquidar", diz. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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