Soja: Focado na oferta, mercado inicia pregão desta 4ª feira em campo negativo em Chicago

Publicado em 24/08/2016 08:15
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Pelo segundo dia consecutivo, as principais posições da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em campo negativo. Nesta quarta-feira (24), perto das 7h59 (horário de Brasília), os contratos da oleaginosa exibiam perdas entre 6,00 e 8,25 pontos. Apesar do recuo, os vencimentos da commodity mantinham o patamar de US$ 10,00 por bushel. O contrato setembro/16 era cotado a US$ 10,28 por bushel, enquanto o novembro/16 trabalhava a US$ 10,05 por bushel.

Os analistas reforçam que, o mercado continua acompanhando o confronto entre a oferta e a demanda. "Essa semana parece que os investidores estão mais concentrados nos primeiros resultados do Crop Tour Pro Farmer, um renomado tour que acontece anualmente no Meio-Oeste americano e traz um panorama sobre a produção no país", informou o site internacional Agrimoney.

Embora os primeiros números mostraram-se variáveis, a soja "parece ter um potencial melhor para o enchimento das vagens", disse Benson Quinn Commodities. Em Ohio, a expedição indicou 1.055 vagens por amostragem, número abaixo do registrado em igual período do ano passado, de 1.125,3 vagens por amostragem. Já a média dos últimos três anos é de 1.250,4 vagens por amostragem. Já em Dakota do Sul, o número ficou em 970,6 vagens por amostragem. A média do ano anterior é de 1.055 vagens por amostragem.

Contudo, a demanda pelo grão americano permanece extremamente aquecida e ainda dá suporte aos preços. "Temos um aumento entre 3% a 4% na demanda em comparação com o ano passado. Observamos, quase que diariamente, anúncios de vendas em bons volumes divulgadas pelo USDA. E também acompanhamos os embarques expressivos do grão", disse o economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, em entrevista ao Notícias Agrícolas.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Em meio à queda de braços entre oferta e demanda, soja fecha 3ª feira com leve queda na CBOT

As principais posições da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) finalizaram a sessão desta terça-feira (23) com leves perdas, próximas da estabilidade. Durante o dia, os contratos da oleaginosa reduziram as quedas e encerraram a sessão com desvalorizações entre 1,00 e 2,50 pontos. O vencimento setembro/16 era cotado a US$ 10,34 por bushel, já o novembro/16 era negociado a US$ 10,13 por bushel. O março/17 fechou o dia a US$ 10,10 por bushel.

Os analistas explicam que, nesse momento, o mercado da soja observa a queda de braços entre as duas variáveis mais importantes: oferta e demanda. "De um lado, temos a boa performance da safra americana. Está correndo tudo bem com a produção, apesar de alguns problemas pontuais com bolsões mais secos nos estados de Indiana e Ohio e, em contrapartida, chuvas mais pesadas no Sul do país", disse o economista e analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter.

No final desta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) manteve em 72% o índice de lavouras em boas ou excelentes condições. "Esse é o 2º melhor percentual de plantações em boas condições. E já há rumores de que a safra americana possa superar as 110,5 milhões de toneladas projetadas pelo órgão", pondera Motter.

Paralelamente, as agências internacionais já começam a mostrar os primeiros resultados do Crop Tour Pro Farmer, um renomado tour que acontece anualmente no Meio-Oeste americano. Em Ohio, a expedição indicou 1.055 vagens por amostragem, número abaixo do registrado em igual período do ano passado, de 1.125,3 vagens por amostragem. Já a média dos últimos três anos é de 1.250,4 vagens por amostragem.

Para o estado de Dakota do Sul, o número ficou em 970,6 vagens por amostragem. A média do ano anterior é de 1.055 vagens por amostragem.

O economista ainda reforça que, os preços deverão trabalhar com risco climático nas próximas 3 a 4 semanas. "Isso mantém uma capa sobre os preços e não permite que os valores deslanchem", completa Motter.

Já em relação à demanda, é consenso entre os especialistas de que a variável tem sido um importante suporte aos preços da commodity. "Temos um aumento entre 3% a 4% na demanda em comparação com o ano passado. Observamos, quase que diariamente, anúncios de vendas em bons volumes divulgadas pelo USDA. E também acompanhamos os embarques expressivos do grão", destaca o economista da Granoeste Corretora de Cereais.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, disse que, a perspectiva é que novas vendas de soja para a China sejam anunciadas pelo USDA nos próximos dias.

Mercado brasileiro

A terça-feira (23) foi de ligeira movimentação aos preços da soja praticados no mercado brasileiro. Conforme levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas. Em Ponta Grossa (PR), a cotação caiu 2,44% e a saca fechou o dia a R$ 80,00. Nas regiões de Londrina e Ubiratã, ambas no Paraná, o dia também foi negativo, com perda de 0,70% e a saca da oleaginosa a R$ 70,50.

Por outro lado, os preços voltaram a subir em Não-me-toque (RS), com ganho de 1,45% e a saca a R$ 70,00. Em Panambi, também no Rio Grande do Sul, a valorização ficou em 1,46% e a saca a R$ 71,04. No Oeste da Bahia, a alta foi de 1%, com a saca a R$ 67,67.

Já no porto de Paranaguá, as cotações permaneceram estáveis nesta terça-feira. A saca disponível fechou o dia a R$ 84,50 e o preço futuro ficou em R$ 81,00/sc. No terminal de Rio Grande, o valor disponível subiu 1,10%, com a saca a R$ 82,40, já o valor futuro teve ganho de 1,25%, com a saca a R$ 81,00.

Apesar da movimentação de Chicago, com leve queda, o câmbio voltou a subir. Ainda hoje, a moeda norte-americana registrou alta de 1% e fechou a terça-feira a R$ 3,2335 na venda. Segundo a Reuters, a movimentação é decorrente dos dados mais fortes que o esperado sobre a economia dos EUA alimentarem especulações sobre a possibilidade de aumento na taxa de juros do país e depois do cancelamento de audiência pública com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, no Senado.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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