Soja: Chicago mantém ganhos, mas altas são menos intensas nesta tarde de 6ª

Publicado em 14/10/2016 13:04 e atualizado em 14/10/2016 15:52
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago continuam sendo beneficiados pela demanda forte e, com novos números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), intensificaram seus ganhos no início da tarde desta sexta-feira (14). As posições mais negociadas, por volta de 12h40 (horário de Brasília), subiam mais de 11 pontos, com o novembro/16 já cotado a US$ 9,67 por bushel. O contrato maio/17, referência para a safra do Brasil, valia US$ 9,89. Mais cedo, os ganhos passavam de 16 pontos. No fechamento do dia, porém, a commodity devolveu parte dos ganhos e encerrou os negócios com altas de pouco mais de 5 pontos entre os contratos mais negociados.  

Os dados das vendas semanais para exportação reportados no boletim desta sexta-feira (14) vieram fortes e, mais uma vez, superaram as expectativas do mercado. Na semana encerrada em 6 de outubro, foram vendidas 1.471,800 milhão de toneladas - sendo 1.471,1 milhão da safra 2016/17, com a China como maior comprador, e mais 700 toneladas da 2017/18 - enquanto as projeções variavam de 900 mil a 1,2 milhão de toneladas. 

Dessa forma, o acumulado do presente ano comercial já é 28% maior do que o registrado na temporada anterior, nesse mesmo período. O volume comprometido da safra americana é de 29.710,1 milhões de toneladas, contra 21.835,3 milhões do ano safra 2015/16. A projeção atual do USDA é de que as exportações de soja dos EUA alcancem 55,11 milhões de toneladas. 

Os EUA venderam ainda 120,8 mil toneladas de farelo de soja na última semana e o volume ficou abaixo do esperado pelo mercado, algo entre 150 mil e 350 mil toneladas. A maior parte foi da safra 2016/17 - 119,7 mil - e mais 1,1 mil toneladas da safra 2015/16. O México e o Japão foram os principais destinos do derivado. 

O mesmo aconteceu com as vendas semanais de óleo de soja norte-americanas. Enquanto os traders apostavam em um intervalo de 8 mil a 20 mil toneladas, as operações somaram 16,9 mil toneladas, com 100 da safra velha e mais 16,8 mil da safra nova. Os maiores compradores foram a Venezuela e o Canadá. 

Além desses dados, também nesta semana o USDA informou os embarques norte-americanos em mais de 1,8 milhão de toneladas e vendas extras de 356 mil toneladas, informações que ajudam a potencializar essa força que a demanda vem exercendo sobre as cotações. 

O mercado viu as cotações testarem patamares mais baixos nas últimas sessões, com valores atrativos para os compradores - com o primeiro vencimento próximo dos US$ 9,40 - o que ajudou, na sequência, as mesmas voltarem a subir e renovar alguns ganhos. 

"Os números não conseguem ficar muito tempo abaixo disso porque o mercado se torna muito comprador e os vendedores desaparecem. Logo, o mercado reverte para cima. A janela do mercado está apertada e ele não tem muito fôlego para ir além disso", explica o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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