Soja: Chicago vai às minimas de 1 mês com chuvas na Argentina, dólar e recuo dos óleos na Ásia

Publicado em 20/12/2016 12:59
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As referências para os preços da soja voltaram a ceder nesta terça-feira (20) no porto de Rio Grande, com um nova baixa do dólar frente ao real ao lado da segunda sessão consecutiva de perdas, nesta semana, entre os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago. No terminal gaúcho, o produto disponível - com pagamento para 15 de janeiro - tinha indicativo nos R$ 80,00 por saca, com queda de 1,23% em relação ao fechamento de ontem. Já a soja da safra nova valia R$ 82,70, recuando em 0,96%. 

Os valores têm acompanhado o recuo das cotações em Chicago, reflexo da melhora das condições climáticas na Argentina com a recente chegada das chuvas em importantes regiões produtoras do país. E, segundo analistas e consultores de mercado, a volatilidade no quadro internacional deve continuar e o clima na América do Sul ainda como principal foco dos traders para o andamento das cotações, mesmo acreditando que as últimas precipitações são insuficientes para resolver o problema da seca no país. Os níveis de umidade nos solos argentinos ainda são baixos e, por isso, a safra nova segue sob risco em diversas áreas.  

"Agora a grande questão para os preços é o clima na América do Sul, e é isso que estão nos dizendo estas chuvas na Argentina", acredita o economista e analista de mercado da Granoeste Corretora, Camilo Motter. "Ou seja, tem um prêmio climático muito dilatado em razão das dúvidas relativas à produção em um ano de mudança no padrão do clima. Por esta razão é normal que haja mais volatilidade e tensão", completa. 

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Com o recuo na sessão desta terça-feira, que perto de 13h40 (horário de Brasília) passava dos 13 pontos entre as posições mais negociadas, os preços em Chicago registram suas mínimas em um mês. O maio/17, referência para a safra do Brasil, já chegava até mesmo a perder o patamar dos US$ 10,30 por bushel e era negociado a US$ 10,28. 

Ao lado da pressão das chuvas na Argentina, porém os grãos negociados na CBOT sentiam ainda o peso do dólar, com o index renovando suas máximas no exterior, frente a uma série de outras divisas. Os ganhos na tarde de hoje passavam de 0,3%. Completando o cenário negativo para os preços há ainda um recuo dos óleos vegetais no mercado asiático. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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