Soja fecha com estabilidade em Chicago e nos portos brasileiros nesta 4ª; preços cedem no disponível

Publicado em 21/12/2016 17:07
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Nesta quarta-feira (21), o mercado da soja na Bolsa de Chicago trabalhou tímidas oscilações, porém, em campo positivo durante todo o pregão, recuperando parte das baixas registradas nos últimos dois dias, onde a perda chegou a superar 30 pontos. As cotações conseguiram se sustentar na mínima dos US$ 10,05 por bushel, no vencimento janeiro, indicando a volta dos fundos à ponta compradora do mercado nesse patamar, o que poderia ser um bom sinal, de acordo com analistas e consultores. 

Segundo explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, os fundamentos, nesta época do ano, principalmente, acabam perdendo espaço entre os negócios e o andamento das cotações passa a obedecer mais o financeiro internacional. E as notícias que chegam da América do Sul, principalmente sobre o clima na Argentina, já estariam sendo precificadas e, ainda de acordo com o especialista, devem aos poucos perder espaço para outros fatores, principalmente a demanda. 

E nesta quarta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou uma nova venda de soja para a China, contribuindo para o avanço das cotações. Foram 132 mil toneladas da safra 2016/17. O anúncio é o segundo da semana, depois do que reporte que trouxe 264 mil toneladas também para a nação asiática, na última segunda-feira (19). Brandalizze chama a atenção, portanto, para o novo reporte semanal de vendas para exportação que o departamento traz nesta quinta-feira, 22, quando, mais uma vez, a força da demanda possa ser confirmada, dando ainda mais espaço para novas altas dos preços. 

O último relatório, divulgado em 15 de dezembro, indicou que o total acumulado na temporada presente é de 45.098,3 milhões de toneladas, contra 34.913,1 milhões de toneladas da temporada anterior, neste mesmo período. Assim, das 55,79 milhões de toneladas estimadas para exportação, já há 80,83% comprometidos. 

Mercado Brasileiro

No Brasil, o mercado está parado. Os negóciosainda exibem um ritmo lento, também em função da proximidade do final do ano, além dos preços praticados atualmente estarem distantes do alvo dos produtores brasileiros neste momento. O dó

Mais cedo, com as altas mais fortes em Chicago, os preços nos portos do Brasil chegaram a até mesmo a inspirar alguns ganhos, mas, na sequência, recuaram. Em Paranaguá, a soja da nova safra perdeu 0,38% para fechar com R$ 78,20 por saca, enquanto encerrou o dia estável no disponível em R$ 78,00. Em Rio Grande, alta de 1,3% no disponível, para R$ 78,00 e estabilidade no mercado futuro, com R$ 81,50. 

No interior do Brasil, quarta-feira de baixas. Nas principais praças de comercialização, a baixa do dólar parece ter pesado de forma mais intensa - com a moeda se aproximando dos R$ 3,30 - e o recuo das referências variou de 0,75% a até 2,78%. 

O dólar perdeu mais 0,35% e foi a R$ 3,332 e, nos últimos três pregões, já acumula uma baixa de mais de 1,7%, de acordo com a agência de notícias Reuters. "Vem havendo fluxo de venda e, mesmo não sendo muito grande, ele tem se sobreposto por causa do volume baixo de negociação neste final de ano", explicou um operador de câmbio de uma corretora nacional.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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