Soja, milho e trigo avançam nesta 2ª na Bolsa de Chicago com suporte do clima nos EUA e petróleo
A semana começa positiva para o mercado internacional de grãos. Na sessão desta segunda-feira (22), os futuros da soja subiam de 2,50 e 3,75 pontos na Bolsa de Chicago, com o julho/17 cotado a US$ 9,56 e o novembro/17 a US$ 9,55 por bushel. Os ganhos encontravam suporte ainda nos preços do trigo, que também subiam pouco mais de 3 pontos, e que puxavam ainda as cotações do milho na CBOT.
De acordo com analistas internacionais, as previsões que seguem mostrando um tempo ainda bastante úmido nos Estados Unidos durante o plantio da nova safra atua no centro das atenções dos traders.
"A movimentação é relativamente boa com mais de 15 mil contratos sendo negociados durante a noite. Na máxima, o mercado chegou a trabalhar a US$ 960,75 com quase 8 centavos de alta", explica o analista de mercado Miguel Biegai, da OTCex Group, de Genebra.
Ao lado desse fator, porém, a alta do petróleo - tanto em Londres, quanto em Nova York - também contribui. A commodity subia, em ambas as bolsas, quase 1% na manhã de hoje. A Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo) se reúne nesta segunda, novamente, para decidir sobre uma possível redução na produção.
"O petróleo influencia as commodities agrícolas pois óleo de soja e milho são insumos para produção de biocombustíveis. Se o preço do petróleo sobe, sobe também o diesel e a gasolina, dando competitividade para os biocombustíveis", explica Biegai.
O analista lembra ainda que, graficamente, o contrato julho/17 já deixou o seu 'canal de alta' que vinha sendo observado no início da semana anterior, movimento confirmado após a forte queda dos preços seguida das mais recentes delações premiadas no Brasil, que fizeram o dólar explodir, em um só dia, mais de 8% frente ao real.
O mercado internacional recebe, também nesta segunda-feira, novos números do USDA no relatório semanal de embarques de grãos, que chega ainda pela manhã, e o novo boletim de acompanhamento de safra, após o fechamento do pregão, com os índices de plantio atualizados.
O mercado aposta em 85% da área de milho já plantada, contra 71% da semana anterior, e 56% na soja, frente aos 32% do último reporte.
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