Soja tem dia calmo antes do USDA e fecha pregão desta 4ª feira com estabilidade em Chicago

Publicado em 09/08/2017 16:44
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Em uma sessão típica que antecede relatórios importantes do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalharam com estabilidade durante todo o dia, testando os dois lados da tabela, mas com oscilações tímdas. No encerramento do dia, os preços fecharam sem variação, com exceção do contrato setembro, que perdeu 1 ponto e fechou com US$ 9,66 por bushel. O novembro, que é o mais negociado nesse momento, vale US$ 9,73 por bushel. 

Segundo expectativas, o relatório mensal de oferta e demanda que o USDA traz nesta quinta-feira, 10 de agosto, deverá apresentar números menores para a cultura da soja no país e, confirmados, como explicam analistas e consultores de mercado, poderiam dar um suporte às cotações. 

O analista sênior do portal internacional DTN, Darin Newson, acredita que, enfim, "as mudanças estão chegando". A maior notoriedade deste reporte se dá, principalmente, pelos números baseados, pela primeira vez no ano, em pesquisas de campo. 

"O clima de julho é, agora, um fator importante, embora seja importante lembrar que, em determinados casos, os números do departamento sobre a condição das safras não são levados em conta nos relatórios de produção", explica Newson. 

No caso da soja, o rendimento médio projetado pelo mercado é de 53,75 sacas por hectare, abaixo das 54,42 projetadas em julho. O intervalo esperado pelos traders é de 53,17 a 54,42 sacas por hectare. Com isso, a colheita poderia ser reduzida, ainda de acordo com as expectativas do mercado, para 114,36 milhões de toneladas, contra as 115,94 milhões estimadas no último mês. 

O mercado espera também estoques finais menores nos EUA para 2017/18, esperando uma redução de 12,52 para 11,59 milhões de toneladas. Já para 2016/17, de 11,16 milhões para 10,91 milhões de toneladas. 

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Ao mesmo tempo, porém, o mercado mantém suas atenções ao clima nos Meio-Oeste, uma vez que esse é o mês de definição para a soja norte-americana e precisa de condições favoráveis para se concluir bem em pontos onde o desenvolvimento é favorável e para recuperar-se onde as adversidades foram mais severas. 

E para os próximos dias, segue a irregularidade climática entre as principais regiões produtoras e, portanto, a irregularidade entre as lavouras - atualmente estimadas pelo USDA em 60% na categoria de boas ou excelentes condições, de acordo com o relatório semanal de acompanhamento de safras desta segunda-feira (7). 

"Há chuvas notáveis sendo esperadas para o centro das Planícies, o Delta e norte do oeste do Meio-Oeste dos EUA durante o próximo final de semana, as quais continuarão a favorecer a umidade e o desenvolvimento tardio das lavouras de soja e milho nessas regiões", informou a agência climática MDA Weather.

No entanto, a seca também chama atenção ainda no centro e oeste de Iowa, norte e leste do Missouri, sul e oeste de Illinois, ainda de acordo com o MDA. 

Assim, o analista de mercado Richard Feltes, afirma que com essa previsão climática, sua consultoria - a Futures International - mantém-se positiva para os preços da soja e do milho. "Com apenas 30% de cobertura das chuvas nos próximos 5 dias no Meio-Oeste, o sentimento é de que a produtividade está se perdendo", diz. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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