Soja fecha acima dos R$ 71 nos portos nesta 5ª com ganhos de mais de 14 pts na Bolsa de Chicago

Publicado em 14/09/2017 13:24 e atualizado em 14/09/2017 22:59
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Os preços da soja subiram de forma generalizada na sessão desta quinta-feira (14) depois das expressivas altas registradas na Bolsa de Chicago. Os ganhos entre as principais praças de comercialização chegaram a até 15%, como foi o caso de Castro, no Paraná, onde o preço subiu para R$ 69,50 por saca. 

Nos portos, as cotações, enfim, superaram os R$ 70,00 nos fechamentos tanto do produto disponível, quanto da nova temporada. No terminal de Paranaguá, os indicativos ficaram em, respectivamente, R$ 71,50 e R$ 72,00 por saca, enquanto no de Rio Grande, ficaram em R$ 71,50 e R$ 73,00.

Mercado Internacional

Na CBOT, as cotações terminaram o dia com altas de mais de 14 pontos no pregão desta quinta, levando o novembro/17 aos US$ 9,76 e o março/18 a US$ 9,93 por bushel. 

"O mercado parece ter esquecido os números superlativos da produção dos EUA - de 120,6 milhões de toneladas, conforme estimado pelo USDA na última terça-feira (21), e as exportações semanais, divulgadas hoje, também foram positivas", explica o economista e analista de mercado Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais.

A demanda tem se mostrado, de fato, bastante firme nestes últimos dias e têm dado importante suporte às cotações em Chicago, as quais vêm recuperando de forma consistente, as baixas das últimas semanas. 

Na semana encerrada em 7 de setembro, a primeira do ano comercial 2017/18 dos EUA, as vendas de soja totalizaram 1.612,4 milhão de toneladas, com a maior parte sendo adquirida pela China. As projeções dos traders, porém, variavam de 1 milhão a 1,3 milhão de toneladas. Os números partem do boletim semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

O total já comprometido pelos EUA da oleaginosa da nova safra chega a 16.993,8 milhões de toneladas, contra pouco mais de 23 milhões do mesmo período do ano comercial anterior. A expectativa do USDA é de que as vendas externas 2017/18 cheguem a 61,24 milhões de toneladas. 

O reporte mostrou ainda que 1 mil toneladas da safra 2018/19 foram vendidas para o Japão na última semana. 

Ao mesmo tempo, o departamento segue trazendo novos anúncios de venda de soja em grão e, nesta quinta, os números foram de 198 mil toneladas da safra 2017/18 para a China. Este é o quarto anúncio da semana e, no total, as vendas americanas já totalizam quase 850 mil toneladas, e seguem confirmando a intensidade da demanda global pela oleaginosa. 

"A China volta a ser mais agressiva em compras, notadamente em razão das adversidades climáticas na América do Sul: excesso de umidade na Argentina e, sobretudo, falta de chuvas no Brasil", complementa Motter.

E essas adversidades climáticas na América do Sul já começam a ganhar mais espaço e peso nas especulações diárias do mercado internacional de grãos. Entre as agências internacionais, a falta de chuva esperada para o Brasil, principalmente em setembro, quando já se inicia o período permitido para o plantio da soja. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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