Soja: Mercado aproveita últimas baixas, fundos vão às compras e preços sobem mais de 1% em Chicago

Publicado em 27/11/2018 17:51
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Após as perdas do pregão anterior, quando os futuros da soja perderam mais de 2% na Bolsa de Chicago, os chamados 'caçadores de barganhas' vieram a mercado em busca de boas oportunidades e promoveram uma boa recuperação dos preços da soja nesta terça-feira (27). 

Com isso, os preços subiram mais de 1% e recuperaram boa parte das últimas baixas. Com isso, o maio/19 voltou ao patamar dos US$ 9,00 por bushel, para encerrar o dia com US$ 9,03, enquanto o janeiro/19, que é o contrato mais negociado nesse momento, terminou os negócios com US$ 8,76. 

Segundo explicam ainda os analistas internacionais, o sentimento é de que os preços baixos - intensificados pelo recuo de ontem - irão atrair mais demanda pela soja norte-americana, mesmo com números ainda fracos tanto das vendas para exportação, quanto dos embarques dos EUA. 

Ainda assim, o foco principal se mantém totalmente na guerra comercial entre chineses e americanos. O mercado segue seu movimento de ajuste antes do encontro de Xi Jinping e Donald Trump na cúpula do G20 e até que uma definição entre os dois países seja divulgada, o mercado deverá seguir caminhando de lado, com os traders buscando estar bem posicionados. 

E os discursos de ambos os países estão bastante duros até esse momento. A China mandou uma carta a Washington sinalizando algumas de suas demandas, as quais não foram muito bem aceitas pelos EUA. Ao mesmo tempo, ao The Wall Street Journal, Donald Trump disse que poderia inclusive aumentar as tarifas sobre os produtos chineses. 

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E na tarde desta terça, um assessor da Casa Branca, em entrevista, disse que um acordo entre as duas nações ainda seria possível. 

"Há uma boa possibilidade de que possamos fazer um acordo e ele está aberto a isso", afirmou LarryKudlow, diretor do Conselho Nacional de Economia, referindo-se a Trump, de acordo com o que noticia a Reuters.

Dessa forma, até que uma definição saia depois do dia 30, o mercado deverá caminhar dessa forma, testando altas e baixas, com os traders buscando estar bem ajustados e posicionados antes da decisão. 

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Ainda segundo analistas e consultores de mercado, a correção do dólar - que somente ontem, frente ao real, subiu mais de 2% - e a alta do petróleo também favorecem os preços da oleaginosa. 

Completando o cenário de suporte para os preços, mesmo ainda muito frágil, está o rtimo lento dos trabalhos de colheita nos EUA nesta fase final. De acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), já há 94% da área colhida no país. O número é 4% menor do que a média dos últimos cinco anos. 
 
"As condições muito úmidas no Arkansas, Missouri e no Kentucky deixou a soja bastante atrasada, o que pode fazer com que o USDA tenha que revisar suas estimativas de produção nos próximos boletins", diz o analista sênior do portal Farm Futures, Bryce Knorr. 

Preços no Brasil

No Brasil, os preços subiram acompanhando as boas altas em Chicago. Os ganhos no interior do país variaram entre 0,72% a 3,70%, como foi o caso de Itiquira/MT, onde fechou o dia com R$ 70,00 por saca. 

Nos portos, as cotações deram menos importância à correção do dólar - que cedeu mais de 1% e perdeu os R$ 3,90 - e fecharam em alta, a exceção foi o disponível em Rio Grande, que perdeu 0,60% para R$ 82,50 por saca. Para dezembro, ganho de 1,20% para R$ 84,00 por saca. 

No terminal de Paranaguá, os preços subiram. No disponível, a alta foi de 2,47% para R$ 83,00 por saca, enquanto a safra nova voltou aos R$ 80,00, subindo 1,27%. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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