Soja: Mercado internacional especula sobre demanda da China e fecha em alta nesta 6ª feira

Publicado em 07/12/2018 18:40 e atualizado em 07/12/2018 19:39
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O mercado internacional da soja teve uma semana de forte volatilidade com as notícias que chegaram, principalmente, da relação entre China e Estados Unidos. E apesar da preocupação observada nesta quinta-feira (6) com a prisão de uma executiva chinesa a pedido do governo norte-americano, as especulações de que a nação asiática estaria voltando parte de sua demanda aos EUA motivaram as cotações, que terminaram o pregão desta sexta-feira (7) em campo positivo.

Os preços da soja negociados na CBOT com ganhos de 6 a 6,50 pontos, levando o janeiro/19 a US$ 9,16 e o maio/14, que segue como referência para a nova safra do Brasil, valendo US$ 9,40 por bushel. 

Como relatou o diretor do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa, o mercado trabalhou com rumores de que a China poderia voltar a comprar dos EUA, por meio de suas estatais Sinograin e Cofco, ao menos 5 milhões de toneladas e o mercado encontrou suporte para as cotações. 

Apesar disso, o mercado e seus participantes ainda esperam por mais detalhes e dados mais concretos sobre essa trégua anunciada pelos presidentes depois da reunião do G20. Se a equipe de Donald Trump soltou algumas notas oficiais sobre o caso e o que pode ser esperado para os próximos 90 dias, a de Xi Jinping não fez o mesmo e a nebulosidade da incerteza ainda mantém o mercado sem uma direção muio bem definida.

Afinal, é sabido que a China só voltaria a comprar nos EUA, como explicam analistas e consultores, na medida em que a tarifação chinesa de 25% sobre a soja americana seja retirada e os preços voltem a ser interessantes para a nação asiática. "E o próprio representante do governo chinês falou que até que as negociações sobre propriedade intelectual avancem, as tarivas vão ser mantidas", explica Cristiano Palavro, analista sênior da ARC Mercosul.

Assim, os traders finalizam a semana ainda no campo das especulações, esperando por mais novidades concretas entre a relação de Trump e Xi, bem como informações mais concretas sobre os próximos movimentos dos dois países. 

Mercado Nacional

No Brasil, a comercialização, ainda segundo Sousa, segue muito lenta, com os produtores também esperando por melhores oportunidades e definições. De acordo com o executivo, o país tem cerca de 34% a 35% de sua safra 2018/19 já comercializada. 

Nesta sexta-feira, os preços subiram nos portos do país, à exceção do disponível em Paranaguá, que fechou estável nos R$ 79,00 por saca, enquanto o fevereiro/19 foi a R$ 81,00, com alta de 1,25%. Em Rio Grande, alta de 0,37% no spot e para janeiro, com referência de R$ 82,30 em ambos os casos. 

No interior, algumas altas foram registradas, porém, de forma pontual e localizada. 

Comentário de Mercado da ARC Mercosul

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Por Cristiano Palavro

Vivemos uma semana de forte especulação, intensos rumores, tweets “oficiais”, e muitas incertezas seguem pairando sobre o mercado de grãos. Haja coração, ou haja paciência? A soja acumulou altas em Chicago vivendo um otimismo moderado, enquanto aguarda os próximos passos concretos da guerra comercial. Mas no pano de fundo de toda a movimentação geopolítica, que tal olharmos um pouco para nossa situação interna? A safra de verão evolui com ótimas condições e as projeções da produção brasileira não param de crescer. A Argentina já plantou metade de sua soja e tudo ok por lá também. E o que esperar do câmbio, a menos de 1 mês da chegada do novo governo de Bolsonaro? É meus amigos, o cenário desafiador dos preços em 2019 não será apenas fruto da briga de cachorro grande na geopolítica mundial e a proteção estratégica se faz cada dia mais fundamental na agricultura brasileira.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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