Soja: Apesar do dólar, Brasil fecha o dia com estabilidade com recuo de Chicago e dos prêmios

Publicado em 10/12/2018 17:43
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O dólar registrou, nesta segunda-feira (10), seu mais elevado patamar desde 2 de outubro, porém, seu impacto sobre os preços da soja foi bastante limitado. As baixas na Bolsa de Chicago e o mercado travado mantiveram a estabilidade das cotações estáveis em quase todo o país, tanto no interior, quanto nos portos.

A soja disponível em Paranaguá fechou estável nos R$ 79,00 por saca, enquanto a safra nova fo a R$ 81,50, com ganho de 0,62%. Em Rio Grande, ganho de 0,61% tanto no spot, quanto para janeiro, e os indicativos ficaram em R$ 82,80 por saca em ambos os casos. 

Em algumas praças como Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, apresentaram oscilações mais expressivas. Na cidade baiana, o preço cedeu 3,45% para R$ 70,00 por saca. 

A semana começa, mais uma vez, com poucos negócios e o mercado travado no Brasil. Estimativas mostram que o Brasil já tem algo próximo de 35% de sua nova safra comercializada. O número é baixo se comparado a outros anos, porém, Motter explica também que "o produtor brasileiro vendeu bastante a bons patamares". A orientação agora é, portanto, não se desligar destes três fatores, os quais estão bastante sujeitos a uma intensa volatlidade daqui em diante. 

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Mercado Internacional

Na Bolsa de Chicago, as cotações fecharam o dia perdendo entre 6,75 e 7,75 pontos nos principais vencimentos, com o janeiro/19 terminando o dia em US$ 9,09 por bushel, enquanto o maio/19 ficou em US$ 9,35. A falta de novidades ainda pressiona as cotações na CBOT e o mercado segue buscando definir suas direções. 

Esta semana, porém, as atenções dos traders se dividem entre os desdobramentos da guerra comercial e a divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

Para o analista de grãos do portal internacional DTN The Progressive Farmer, Todd Hultman, o boletim não deverá retratar as dificuldades que os produtores norte-americanos tiveram durante a colheita por conta do clima adverso e nem a perda de qualidade de soja e milho que os agricultores vêm amargando. 

Para os estoques finais de soja dos EUA, as expectativas do mercado são de 21,83 a 28,11 milhões de toneladas, com média de 25,53 milhões. O número do relatório anterior foi de 25,99 milhões.

Poucas mudanças são esperadas também para as exportações norte-americanas. "Julgando pela média baixa das vendas dos EUA, os analistas não esperam muita alterção na estimativa, o que aumenta o risco de que os preços da soja continuem baste óbvios", diz Hultman. 

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>> USDA: Boletim de dezembro deve trazer mudanças tímidas entre os estoques de soja e milho

Os mercados externos parecem ter começado a semana mais nervosos com a necessidade de um acordo entre China e Estados Unidos, ou os chineses verão as tarifas americanas subirem de forma considerável sobre os produtos chineses mais uma vez. 

De acordo com informações da Reuters, as negocições "precisam alcançar um acordo até 1º de março ou novas tarifas serão impostas por Washington", afirmou neste domingo o representante comercial norte-americano, Robert Lighthizer. Caso isso seja confirmado, a China promete revidar. 

As relações entre os dois países ficaram ainda mais comprometidas depois da prisão, na semana passada, da diretora financeira da gigante chinesa de tecnologia Huawei, Meng Wanzhou, a pedido dos EUA. A nação asiática recebeu a notícia com extremo descontento e articula para que ela seja solta. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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