Importações chinesas de soja dos EUA atingem menor patamar desde 2008, compras no Brasil aumentam 126%

Publicado em 26/01/2019 09:43
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PEQUIM (Reuters) - As importações chinesas de soja dos Estados Unidos caíram 99 por cento em dezembro para apenas 69.298 toneladas, mostraram dados alfandegários nesta sexta-feira, levando as importações de todo o ano de 2018 para o nível mais baixo desde 2008 em meio à guerra comercial.

Foi o segundo mês consecutivo em que as importações chinesas dos Estados Unidos ficaram praticamente estacionadas em meio à disputa, embora algumas aquisições tenham sido retomadas conforme as negociações seguem em curso entre as duas maiores economias do mundo.

Os embarques norte-americanos em dezembro caíram de 6,19 milhões de toneladas no ano anterior. A China não importou nenhum grão dos EUA em novembro.

Olhando para o ano inteiro, as importações vindas dos EUA foram de 16,6 milhões de toneladas, cerca de metade das 32,9 milhões de toneladas de 2017.

Em contraste, a China comprou 4,39 milhões de toneladas de soja do Brasil em dezembro, um aumento de 126 por cento ante o patamar de 1,94 milhão de toneladas um ano antes, de acordo com os dados da Administração Geral das Alfândegas.

A China geralmente obtém a maior parte de suas importações de oleaginosas no último trimestre do ano dos Estados Unidos, já que a colheita dos EUA chega ao mercado nesta época.

Mas as compras caíram substancialmente depois que Pequim implementou uma tarifa adicional de 25 por cento sobre as importações de soja dos EUA em 6 de julho, como parte da disputa comercial. Para preencher a lacuna, a China intensificou suas importações do Brasil.

Adiantada, colheita de soja do Brasil chega a 13% da área, diz AgRural

SÃO PAULO (Reuters) - O ritmo da colheita da safra 2018/19 de soja continuou acelerado nesta semana, informou a consultoria AgRural nesta sexta-feira, apontando que Brasil já colheu em 13 por cento da área cultivada com o grão, segundo comunicado.

Até a semana anterior, produtores brasileiros tinham colhido 6 por cento da área.

A colheita segue adiantada ante o mesmo período do ano passado, quando o índice era de 4 por cento, e também está à frente da média histórica (3 por cento).

Em Mato Grosso, a colheita atingiu 29 por cento da área, enquanto no Paraná avançou para 18 por cento. Goiás já colheu 14 por cento.

"Além do ritmo forte das colheitadeiras, chama a atenção o impacto negativo das chuvas irregulares e das temperaturas altas de janeiro sobre o desenvolvimento das lavouras de diversos Estados", disse a AgRural, indicando que "isso deve levar a um novo corte na estimativa de produção, que será revisada pela AgRural na primeira semana de fevereiro".

No último dia 9, a produção de soja 2018/19 do Brasil já havia sido reduzida pela AgRural em 4,5 milhões de toneladas, para 116,9 milhões de toneladas.

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Fonte Reuters

1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Acho que o jornalismo "professional" deveria dar manchete assim,..."depois do anúncio por parte do governo em transferir a embaixada do Brasil para Jerusalém, exportações de soja aumentam mais de 100%". Amigos, eu poderia fazer ironias muito mais pesadas que essa, debochar ridicularizando ao máximo a imbecilidade dos que relacionam coisas que não possuem relação alguma entre si. Papagaios discutindo quem quebrou a casca do buriti. Peço de novo aos sabichões que parem de emitir opinião como se verdade fosse e passem a olhar os dados consolidados da Secex, que deveria ter dados atualizados diariamente e não semanalmente como faz o funcionalismo público profissional do país. No estilo, "justiça bloqueia", "fiscais multam", quem? A Vale, empresa pública privada é isso aí, ninguém é responsável por nada, a não ser pelo faz de conta do "trabalho" governamental. Esse é o sistema público defendido pelos deputados mequetrefes, um sistema punitivo no estilo, aos amigos tudo, aos inimigos a lei.

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