Soja: Mercado fecha em alta em Chicago nesta 6ª feira, mas ameniza intensidade do avanço

Publicado em 01/02/2019 18:45
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Os preços da soja tiveram uma sexta-feira (1) de volatilidade na Bolsa de Chicago. As cotações começaram o dia com bons ganhos, que em determinado momento do dia chegaram a subir mais de 14 pontos nos principais vencimentos, porém, terminaram os negócios com pequenos ganhos de pouco mais de 2 pontos. 

As cotações fecharam com o março/19 valendo US$ 9,17 por bushel, depois de se aproximarem dos US$ 9,30, e com US$ 9,31 no maio/19, que ultrapassou os US$ 9,40 ao longo do dia. 

O mercado se animou com as declarações do presidente Donald Trump de que a China irá comprar mais soja dos Estados Unidos, depois das reuniões relalizadas entre delegações dos dois países durante esta semana. O volume esperado é de até 5 milhões de toneladas. 

"Essa seria a segunda fase das compras de soja americana e temos visto realmente que a China tem embarcado bons volumes nos EUA novamente, mas agora, traders já confirmaram que a China comprou 1 milhão de toneladas. E isso pode mostrar que a China pode adotar uma postura de diluir (as compras) para vários meses, inclusive para meses no segundo semestre. E isso não surtiria efeito no curto prazo como aconteceu entre dezembro e janeiro", explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities. 

Essa constatação aliada a um movimento um pouco mais intenso de vendas por parte dos produtores americanos, ao passo em que as cotações na CBOT bateram nas máximas do ano, provocaram, portanto, esse movimento de realização de lucros para os futuros da oleaginosa. 

Além disso, apesar dessas boas notícias, ainda não há a confirmação de um acordo entre China e Estados Unidos sendo desenhado depois desse encontro dos dias 30 e 31 últimos, o que ajuda a manter a incerteza e, consequentemente, a cautela no mercado internacional. 

"Ainda não há nenhum acordo entre os EUA e a
China sendo talhado, contudo as vendas norte-americanas apresentam um sinal sólido na direção de um fim da Guerra Comercial", explicam os analistas de mercado da ARC Mercosul.

Mercado Brasileiro

No mercado brasileiro, a sexta-feira foi positiva para várias praças de comercialização do interior do Brasil. Somente em Luís Eduardo Magalhães, o preço subiu 3,17% para fechar com R$ 65,00 por saca. 

Nos portos, porém, os preços se mantiveram estáveis nesta sexta-feira. Em Paranaguá, R$ 76,00 por saca no disponível e R$ 77,00 para março. Já no terminal de Rio Grande, o spot fechou com R$ 74,50, e a referência fevereiro foi a R$ 75,00. 

O câmbio mais baixo dos últimos dias limita um avanço mais significativo dos preços da soja no mercado nacional, bem como os prêmios ainda em patamares bem menores do que os observados há alguns meses. Nas últimas duas semanas, os patamares até melhoraram, porém, os ganhos ainda foram insuficientes. 

"Tivemos, nessas últimas duas semanas, uma forte recuperação dos prêmios, mas não foi um movimento que deu valorização para a soja porque há 15 dias vimos os prêmios nos menores níveis desde 2014, foram negociados a apenas 10 centavos acima de Chicago", diz Vanin. "De lá pra cá temos visto uma valorização porque os produtores não estão vendendo, não estão aceitando por conta da quebra de safra, do aumento dos custos. Então, eles devem entregar aos poucos seus compromissos e depois vai acabar segurando (as vendas) um pouco mais", completa. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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