Brasil tem recorde nas exportações de soja e mantém competitividade

Publicado em 26/02/2019 10:29 e atualizado em 26/02/2019 14:02
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2019 começou com números elevados e importantes nas exportações do complexo soja do Brasil e assim continuam. No acumulado do ano, o total passa de 8,7 milhões de toneladas - contabilizando grão , farelo e óleo, de acordo com os dados da última divulgação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). 

Somente de soja em grão, nos 16 dias úteis de fevereiro, o Brasil já exportou 4.498,7 milhões de toneladas. A média nacional diária é de 281,2 mil toneladas, contra a já importante média de janeiro de 97,9 mil, além de ser maior também do que a de fevereiro do ano passado, de 159,1 mil. 

"Já estamos com recorde histórico e, mantendo este ritmo, podemos fechar essa semana levando o mês a terminar com exportações de mais de 5,5 milhões de toneladas", explica o consultor da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze. 

No acumulado do ano são 6.652,8 milhões de toneladas da soja em grão até este momento, com mais quatro dias úteis para serem contabilizados do mês corrente, contra 4,4 milhões do total de janeiro e fevereiro de 2018. "No acumulado do ano também seguimos com recorde", completa Brandalizze.

De farelo de soja, o acumulado no mês chega a 773,9 mil toneladas, com média diária de 48,4 mil. Já de óleo de soja são 17,1 mil toneladas no acumulado de fevereiro. Entre os derivados, os números são menores do que o ano passado, uma vez que em 2018 o Brasil conseguiu uma parcela destes derivados frente à uma quebra de safra da Argentina e, consequentemente, uma menor oferta de ambos os produtos argentinos no mercado global. 

Exportações x Preços

E além da tendência de força mantida para as exportações brasileiras de soja, para o consultor da Brandalizze Consulting, os preços do produto brasileiro também deverão subir, mesmo havendo um acordo entre chineses e americanos, como disse em entrevista exclusiva ao Notícias Agrícolas. 

"Parte da soja que foi embarcada em janeiro, que é venda do ano passado, já é da safra nova, então estamos entregando soja da safra nova como se fosse da velha, sendo que a nova é menor. Isso é sinal de que há menos soja, menos para exportar, e isso é um fator positivo para as cotações", diz. 

Além disso, Brandalizze explica ainda que o consumo chinês crescente - inclusive de proteínas animais - continuará a ser refletido em uma procura maior pelo produto nacional, principalmente porque nesse momento, a oleaginosa brasileira ainda é mais competitiva em termos de preço se comparada à americana. 

Hoje, o produtor americano vende a tonelada de soja entre US$ 410,00 a US$ 420,00 para o chinês - com a taxação dos 25% - enquanto o brasileiro tem algo entre US$ 360/tonelada. 

No link a seguir, veja a entrevista na íntegra de Vlamir Brandalizze:

>> Com acordo ou sem acordo, preço da soja deverá subir para brasileiros

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

2 comentários

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Tiago Gomes, eu sei como funciona a cabeça de um esquerdista, voces estão sempre no terreno das suposições, o que dizem pode não valer daqui a cinco minutos, sendo que o contrário do que disseram pode passar a ser verdadeiro dependendo da conveniencia. Mas voce pode me ajudar, eu não sou um sujeito orgulhoso, apenas desmascaro mentiras por que procuro saber e interpretar os dados corretamente. Com isso quero dizer, já que pelo que me consta a eliminação da taxa antidumping foi mantida, que voce pode me mostrar o erro daqui uns meses quando houver a liquidação total da pecuária leiteira brasileira. Disponibilizei os links aqui para quem quiser conferir, é do Cepea, com os preços, é a oportunidade que voce tem de me mostrar a veracidade do que voces afirmam. Eu conheço a teoria critica da escola de Frankfurt, que é utilizada por voce, talvez sem nem mesmo saber, em que é preciso criticar tudo. E temos um exemplo aqui, ao menor sinal de incongruencia, de insatisfação com a noticia, alguns se põem logo a criticar, e é justo que critiquem, desde que o contrário também se dê. O elogio às matérias excelentes que ajudam muito o produtor, como essa da Carla Mendes, com os dados corretos, ou a noticia correta. Parabéns Carla Mendes, a Secex é nossa e devemos usa-la para proveito dos produtores que em última instancia são os patrões dos funcionários públicos. Parabéns também ao funcionário público que modificou o sistema para melhor, com dados de produtos embarcados e disponibilizados semanalmente. À dona Conab fica meu protesto e reprovação, aprendam a fazer tabelas e relatórios, trabalhem ou não se queixem quando os produtores rurais exigirem a extinção dessa instituição inútil.

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  • Leomar Klimaczewski Florianópolis - SC

    Como assim "6.652,8 milhões de toneladas"? Quer dizer que vai exportar 6,6 bilhões de toneladas?

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