Soja sobe forte em Chicago com impulso das expectativas do USDA e disparada do petróleo

Publicado em 10/07/2019 17:41
2262 exibições

LOGO nalogo

Uma combinação de expectativas altistas para o novo boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e mais uma disparada dos preços do petróleo nesta quarta-feira (10) deu espaço para boas altas entre os preços da soja neste pregão da Bolsa de Chicago. 

As posições mais negociadas terminaram o dia com ganhos entre 10,25 e 8,50 pontos, com o vencimento agosto sendo cotado a US$ 8,94 e o novembro, US$ 9,12 por bushel. o mercado internacional passou da estabilidade aos bons ganhos ao longo dos negócios e já se posicionando à espera dos novos números que serão reportados nesta quinta-feira, 11. 

As expectativas indicam uma redução na safra de soja dos EUA que poderia ficar entre 7 e 8 milhões de toneladas e, confirmada, poderia trazer uma importante força altista às cotações na CBOT. E essa correção viria com indicativos de menores área e produtividade. 

O mercado espera que o USDA traga uma redução na produção tanto de soja quanto de milho neste boletim mensal de julho. A média das expectativas para a soja é de 104,78 milhões de toneladas, contra 112,94 milhões do reporte de junho. 

A produtividade esperada para a soja é de 54,24 sacas por hectare, na média, com o intervalo variando entre 52,67 e 56,04. Em junho, o número veio em 55,48 scs/ha.

Leia mais:

>> USDA: Expectativas indicam redução entre 7 e 8 mi de t na safra de soja dos EUA

O outro fator que atuou como combustível para os futuros da commodity foram os ganhos de mais de 4% do petróleo nesta quarta-feira, com registros de seus maiores patamares em mais de um mês. A alta veio refletindo uma redução dos estoques norte-americanos e a tempestade que está prevista para o Golfo do México nos próximos dias. 

"A queda nos estoques foi muito mais forte que o esperado", o que ajudou a empurrar os preços do petróleo para cima, disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank. "As importações recuaram e a utilização por refinarias atingiu o maior nível desde o início do ano, contribuindo para a grande redução", informou a agência de notícias Reuters. 

Veja:

>> Petróleo: Preços saltam 4,5% com queda de estoques nos EUA e tempestade no Golfo do México

Paralelamente, o mercado segue acompanhando também, e ainda muito de perto, as condições de clima do Corn Belt. Com a previsão de um tempo mais quente e seco para as próximas semanas, se espera alguma alívio para as lavouras que já vinham sofrendo com o excesso de umidade e baixas temperaturas nos últimos meses. 

Ainda entre os fatores especulados estão as negociações retomadas entre chineses e americanos nesta semana. Os dois países estão em uma trégua e autoridades de ambos voltaram a se reunir para buscar dar fim ao conflito comercial. 

MERCADO BRASILEIRO

Os preços da soja no mercado brasileiro subiram nesta quarta-feira, acompanhando os ganhos na Bolsa de Chicago, mas ainda limitados pelo dólar em baixa. As altas, no entanto,  não foram generalizadas. 

A moeda americana perdeu 1,30% nesta sessão, encerrando os negócios com R$ 3,75 na venda. A baixa foi intensa diante da evolução da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados e levou a divisa ao seu menor valor desde fevereiro. 

Leia mais:

>> Dólar tem maior baixa desde fevereiro com Previdência e Fed

Ainda assim, praças como Primavera do Leste, em Mato Grosso registraram altas de 3,08% para R$ 67,00 por saca. Por outro lado, em Rio Verde, no Goiás, a baixa foi de 1,52% para R$ 65,00. 

Nos portos, os preços também perderam força em função da pressão do câmbio. Em Paranguá, a soja disponível e a com entrega prevista para agosto perderam 0,63% para R$ 78,50 e R$ 79,00, respectivamente. Em Rio Grande, perda de 0,255 em ambos os casos, com R$ 78,30 e R$ 78,80 por saca, nesta ordem. 

Os negócios permanecem escassos, pontuais, com os produtores brasileiros ainda esperando por novas e melhores oportunidades de preços tanto para o restante da safra velha, quanto para a safra nova. 

Tags:
Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

0 comentário