Soja: Portos têm referências de até R$ 88/saca com fortalecimento dos prêmios no BR

Os preços da soja em reais por saca estão em seu melhor momento do ano, disse o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, em sua entrevista ao Notícias Agrícolas nesta quarta-feira (21). Nos portos, as referências variam entre R$ 86,00 e R$ 88,00 por saca. Para entrega agora e pagamento em 2020, os indicativos são de mais de R$ 90,00.
A demanda intensa pela oleaginosa brasileira e uma combinação interessante dos fatores que formam seus preços têm fortalecido o ritmo dos negócios com o pouco que resta da safra velha e boas oportunidades estão sendo encontradas e aproveitadas pelos produtores brasileiros.
"Nas últimas duas semanas negociamos quase 4 milhões de toneladas e caminhamos para que esta também seja uma semana forte de negócios", diz Brandalizze. Os prêmios estão no intervalo de 120 a 140 cents de dólar sobre os valores de Chicago, batendo em até 150 nos melhores momentos. O dólar, nesta quarta, mesmo em baixa, segue acima dos R$ 4,00 e sustentado.
Veja mais na entrevista de Vlamir Brandalizze na íntegra e no fechamento da moeda norte-americana:
>> Soja: Brasil teria apenas mais 2 mi de t para exportação e negócios seguem fluindo
>> Dólar fecha em queda ante real com exterior, em dia de leilões do BC
MERCADO INTERNACIONAL
Na Bolsa de Chicago, os futuros da oleaginosa terminaram o dia com estabilidade, mas em campo positivo. As cotações subiram pouco mais de 4 pontos, com o novembro sendo cotado a US$ 8,73 e o março/20 a US$ 9,00 por bushel, com o mercado internacional buscando certo equilíbrio nesta semana após os dias intensos da semana anterior.
E além desse reposicionamento, os traders ainda dividem suas atenções entre as questões ligadas à nova safra norte-americana e as políticas, especialmente aquelas que se referem à guerra comercial entre China e EUA.
"O mercado segue preocupado com a geopolítica. A crise na Argentina e agora na Itália também e Trump atrelando um acordo comercial com a China à situação em Hong Kong. Com isso, aumentam temores em relação à instabilidade econômica (recessão) mundial, o que deve deve continuar afetando as commodities agrícolas e taxa de câmbio também, com investidores buscando proteção", explica Steve Cachia, consultor da Cerealpar e da Agroculte.
Enquanto todos estes impasses não são resolvidos ou ainda não lhes aponta uma solução no horizonte, os traders permanecem muito atentos à conclusão da nova safra americana, que segue registrando problemas sérios de desenvolvimento. O clima para essa fase final das lavouras - que ainda deve ser extensa em algumas regiões - também é acompanhado bem de perto.
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