Soja: Cauteloso e com semana cheia de informação pela frente, Chicago fecha estável nesta 2ª

Publicado em 07/10/2019 15:57 e atualizado em 08/10/2019 08:27
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Como começaram, os preços da soja fecharam o dia na Bolsa de Chicago: com estabilidade. No pregão desta segunda-feira (7), os futuros da oleaginosa testaram os dois lados da tabela, porém, sempre com oscilações bastante tímidas. Para encerrar os negócios, as cotações ficaram no vermelho, porém, perdendo apenas entre 0,25 e 0,50 ponto. 

Dessa forma, o vencimento novembro/19, referência para a safra americana, fechou a sessão com US$ 9,15 por bushel, enquanto o maio/20, indicativo para a temporada do Brasil, foi a US$ 9,49. 

O mercado parece manter sua cautela em uma semana cheia de novas informações, principalmente a partir desta quinta-feira (10). É nesse dia que chegam o novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e quando começa a nova reunião entre representantes da China e dos Estados Unidos em Washington. 

Segundo explicou o consultor de mercado Steve Cachia, da Cerealpar e AgroCulte, qualquer pressão sazonal maior que poderia ser registrada nesta semana viria a ser limitada por estes dois fatores. E o movimento se confirmou. O USDA, nesta segunda, anunciou novas vendas de soja e o mercado não teve força suficiente para reagir à notícia, mantendo-se na defensiva. 

Foram 198 mil toneladas para a China e outras 240 mil para destinos não revelados. Ambos os volumes referem-se à temporada 2019/20. 

Como há muito não acontecia, o USDA vem trazendo, nas últimas semanas, anúncios quase que diários de vendas da oleaginosa dos EUA para a nação asiática. Somente na semana passada foram mais de 700 mil toneladas. 

Leia mais:

>> China compra mais 198 mil t de soja dos EUA; mercado em Chicago não reage

Mais do que isso, especialistas internacionais não cultivam boas perspectivas sobre a reunião entre chineses e americanos. De acordo com fontes ouvidas pela agência Bloomberg, os chineses estariam bem mais relutantes em aceitar o amplo acordo sinalizado por Donald Trump antes do encontro desta semana. 

As informações teriam, inclusive, reduzido as esperanças de uma trégua entre os dois países, refletindo, inclusive, no mercado financeiro e de commodities neste início de semana. 

Assim, os próximos dias serão importantes para este mercado com focos entre as notícias de geopolítica - principalmente às ligadas à guerra comercial - e as questões de clima tanto para o Brasil, quanto para os Estados Unidos. 

"Nos EUA, as temperaturas caíram bem e continua o risco de geadas enquanto no Brasil chuvas e períodos de seca, dependendo da região, os quais podem influenciar nesta fase inicial da temporada", como explicou Steve Cachia.

PREÇOS NO BRASIL

Nos portos do Brasil, os preços caíram nesta segunda-feira. Em Paranaguá, a soja disponível perdeu mais de 1% para encerrar o dia com R$ 86,50 por saca, enquanto a safra nova - março/20 - fechou com R$ 85,50 e queda de 0,12%. Em Rio Grande, baixas de 0,23% e 0,58%, para respectivos R$ 86,50 e R$ 86,00 por saca. 

No interior do país, mais um dia de altas e baixas, e com variações intensas. Enquanto algumas praças de Mato Grosso subiram mais de 2% para algo entre R$ 73,00 e R$ 74,00 por saca, outras também no estado perderam 2,61%, como Primavera do Leste, para R$ 74,50. 

Em ambos os casos, as cotações têm buscado manter certa sustentabilidade diante da oferta restrita, mas de uma demanda nem tão intensa neste momento como em meses anteriores. O andamento do dólar também segue influenciando. 

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Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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