Em Chicago, soja finaliza a sessão desta 3ª com valorizações na Bolsa de Chicago

Publicado em 08/10/2019 17:12 e atualizado em 09/10/2019 09:38
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Previsões climáticas nos EUA podem comprometer a colheita da soja

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Os preços futuros da soja encerraram a sessão desta terça-feira (08) do lado positivo da  tabela na Bolsa de Chicago (CBOT). Os principais contratos fecharam com altas em torno de 5,25 a 6,50 pontos. O vencimento novembro/19 terminou o dia cotado a  US$ 9,20 por bushel e o janeiro/20 trabalhava a US$ 9,35 por bushel, enquanto, o março/20 estava precificado a US$ 9,47 por bushel.

De acordo com as informações da Farm Futures, os preços da soja apresentaram valorizações nesta terça-feira com algumas compras técnicas estimuladas pelo clima de inverno que atravessa os Estados Unidos no final desta semana. “Esse cenário climático pode comprometer o andamento da colheita”, afirma Potter.

Outro fator que está preocupando os agentes de mercado, é o pessimismo com as negociações comerciais entre Estados Unidos e a China, que está marcada para o final desta semana. No entanto, a potência asiática está diminuindo as suas expectativos em relação a essas reuniões.  

De acordo com as informações da Reuters, a China reduziu as expectativas antes das negociações programadas para quinta-feira entre o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, dizendo que a delegação chinesa poderá ir embora mais cedo do que o planejado, porque "não há muito otimismo”, divulgou. 

Mercado Interno

De acordo com o levantamento realizado pelo o Notícias Agrícolas, a maioria das praças registram movimentação nas cotações da soja. Em Tangará da Serra/MT, a saca disponível da soja terminou o dia com uma queda de 1,35% e cotada a R$ 73,00. Já em Campo Novo do parecis/MT, a soja está em torno de R$ 72,00 por saca com uma queda de 1,37%.

Na região de Não-Me-Toque/RS, a soja registrou uma valorização de 0,67% e está cotada a R$ 75,00 a saca. No município de Panambi/RS, a alta foi de 0,64% no preço da saca que está sendo negociada a R$ 75,00. Em Brasília, o preço da soja está em torno de R$ 77,00 a saca com uma alta de 0,65%.

Na região de Oeste da Bahia, a soja encerrou o dia cotada a R$ 73,50 a saca com uma valorização de 0,34%.Em Porto Paranaguá, a alta nos preços foi de 0,35%% com a soja cotada a R$ 86,80 a saca disponível.  Em Assis/SP, a saca terminou o dia com uma valorização de 0,39% e cotada a R$ 77,80 a saca.

Na região de Ponta Grossa/PR, a soja terminou o dia com uma valorização de 1,20% e cotada a R$ 84,00 a saca. Já nas regiões de Cascavel/PR, o ganho foi de 0,67% com a soja precificada a R$ 75,00/sc. Em Castro/PR, a saca teve um ganho de 2,41% e está cotado a R$ 85,00 a saca.

Na região de Sorriso/MT, a saca disponível registrou uma valorização 2,10% e a saca está cotada ao redor de R$ 73,00. No caso da Balcão, o incremento na referência foi de 5,88% e a saca encerrou o dia a R$ 72,00. 

Segundo as informações do Analista de Mercado da Brandalizze Consulting,Vlamir Brandalizze, o plantio da safra brasileira está atrasado se comparado com a temporada passada. “Os produtores rurais seguem plantando, mas ainda não chegou a 5% da área cultivada e no ano passado estava em 15%. Aos poucos as chuvas estão se tornando regulares e permite o andamento dos trabalhos”, afirma. 

O analista ainda destaca que as comercializações no mercado interno estão evoluindo nestes últimos dias, principalmente da safra nova. A média dos negócios ficou entre R$ 85,50 até R$ 88,00 a saca da safra nova para julho de 2020. No caso da safra velha tem indicativos de R$ 88,00 a saca nos portos e o volume de venda é bem pontual com pouca soja para ser vendida. 

Em seu boletim diário, a consultoria Agrifatto reportou que as exportações com a oleaginosa estão seguindo sua sazonalidade, com volumes gradualmente menores no segundo semestre. “Nos quatro primeiros dias úteis de outubro, o país embarcou 801,8 mil toneladas de soja, com ritmo diário de 200,45 mil toneladas”, informou a consultoria.

Com ritmo forte, vendas da nova safra de MT superam médias históricas, diz Imea

SÃO PAULO (Reuters) - A comercialização da soja 2019/20 de Mato Grosso atingiu até o final de setembro 36,03% da produção estimada, em ritmo que supera tanto a média das últimas cinco temporadas para o período quanto as vendas do ano anterior, informou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo dados divulgados pelo órgão ligado aos produtores na noite da segunda-feira, as vendas da safra futura avançaram 5,03 pontos percentuais em relação ao mês anterior, enquanto na comparação anual a comercialização tem vantagem de 2,16 pontos. A média de cinco anos para o período é de 29,39%.

"Apesar da redução de 23,91% no prêmio portuário para Santos... o alto patamar cambial, atrelado ao avanço mensal de 5,72% na cotação na bolsa de Chicago, garantiu a sustentação dos preços, o que resultou na negociação de alguns volumes", disse o Imea em nota.

A comercialização da safra 2019/20 de milho do Estado, por sua vez, tem ritmo ainda mais adiantado, avançando ao final de setembro para 41,89% do projetado. O número figura 12,32 pontos à frente do visto em 2018/19 e 18,13 pontos além da média de cinco anos para o período.

Mato Grosso é o principal Estado produtor de soja e milho do Brasil.

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Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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