Brasil precisa encontrar mercados além da China para soja, diz ministra Teresa Cristina

Publicado em 10/10/2019 17:48 e atualizado em 11/10/2019 03:57
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SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil precisa encontrar outros mercados além da China para comercializar sua soja, disse nesta quinta-feira a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, acrescentando que o efeito positivo causado pela guerra comercial dos chineses com os Estados Unidos é temporário.

"Temos que ter outras alternativas além da China para vender nossa soja, não podemos ter essa acomodação", disse Tereza, que citou que há países da Ásia interessados nesse comércio.

O Brasil é o maior exportador global de soja, o principal produto de exportação do país.

Tereza Cristina afirmou que, em 2018, a produção brasileira agropecuária chegou a US$ 147,4 bilhões e que a previsão é que continue crescendo. “Projeções apontam que nos próximos dez anos a produção brasileira de grãos crescerá 27%, carne bovina 19%, suína 25% e frango 28%. Parte dessa produção será destinada ao mercado externo, contribuindo para garantir a segurança alimentar e nutricional global”, disse.

ABERTO PARA O MUNDO

Ao participar do painel Brasil: Potência Agrícola Sustentável, durante o Fórum de Investimentos Brasil 2019, em São Paulo, a ministra disse que o Brasil quer avançar para além dos atuais 7% de participação no comércio mundial.

Ao falar para empresários brasileiros e estrangeiros, a ministra lembrou as vantagens de se investir no agro brasileiro. Além de ter um mercado interno formado por 210 milhões de consumidores, a participação no Mercosul permite o acesso a mais 55 milhões de pessoas residentes nos países vizinhos.

Além disso, nos próximos anos, esse número de consumidores será ainda maior, considerando os dois acordos recém-fechados pelo Brasil com União Europeia e EFTA, formado pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, que somam juntos quase 510 milhões de habitantes.

“A conclusão desses dois acordos é um sinal claro à comunidade internacional de que o Brasil está aberto ao mundo, em prol do livre comércio”, disse a ministra, lembrando que Brasil tem defendido, ainda, negociações de acordos comerciais do Mercosul com outros mercados importantes como Canadá, México, Japão, Singapura.

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Fonte: Reuters/Mapa

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