Soja: Mercado em Chicago acompanha as demais commodities agrícolas e opera em alta

Publicado em 26/02/2020 13:25
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Buscando definir uma direção e depois de testar suas mínimas em algumas semanas, o mercado da soja volta a subir nesta quarta-feira (26) na Bolsa de Chicago. As cotações começaram o dia com estabilidade, testando os dois lados da tabela com tímidas variações, porém, no início da tarde passaram a atuar em campo positivo. 

Por volta de 13h (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam entre 8,50 e 9,50 pontos entre as posições mais negociadas. Assim, o março tinha US$ 8,85, o maio US$ 8,95 e o julho voltava a trabalhar com US$ 9,06 por bushel. 

Os ganhos, no entanto, são frágeis e sinalizam, como explicam analistas e consultores de mercado, um reajuste do mercado depois das últimas movimentações. Na segunda-feira (24), as cotações perderam mais de 15 pontos nos principais contratos e ontem terminaram o dia com pequenas altas na CBOT. 

O mercado mantém seu foco sobre as notícias que chegam sobre o avanço do coronavírus, que já extrapolou as fronteiras da China e teve seu primeiro caso confirmado no Brasil hoje. Além dos impactos da saúde, as perdas econômicas com o vírus também são esperadas com bastante severidade e alimentam com ainda mais força e intensidade as preocupações de uma recessão global. Somente na China, o o vírus já matou quase 3 mil pessoas e infectou mais de 80 mil. 

Para a soja, o mercado observa ainda as movimentações da China em torno das possíveis compras de soja que pode fazer nos EUA. O movimento faz parte, em teoria, da fase um do acordo comercial, que entrou em vigor no último dia 15, e os traders seguem atentos sobre quando as aquisições serão, de fato, efetivadas. 

E analisando o quadro global de oferta e demanda, "este mercado deveria estar subindo e não caindo", acredita o consultor de mercado Steve Cachia, da Cerealpar e AgroCulte, sobre as cotações da soja. Segundo os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os números são bem mais ajustados, a relação é menos confortável e atua com algum suporte às cotações da oleaginosa. 

"Estamos lidando com o desconhecido, por isso não é possível ter uma base exata de quanto vai cair a demanda, quando volta a se recuperar, mas a expectativa até agora é que não. A China deve continuar comprando em volumes grande como tem feito até agora", afirma o consultor. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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