Soja: Mercado no Brasil mantém preços firmes, apesar da baixa do dólar e Chicago estável nesta 3ª

Publicado em 07/04/2020 14:07 e atualizado em 07/04/2020 18:31 6043 exibições

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O dólar voltou a recuar nesta terça-feira (7) e fechou com perda de 1,2%, sendo cotado a R$ 5,22. Ao mesmo tempo, na Bolsa de Chicago, os futuros da soja encerraram o pregão com estabilidade e em campo misto. Assim, os preços da oleaginosa, no mercado brasileiro, permanecem sustentados. 

"O volume de negociações em Chicago continua limitado pela falta de apetite especulativo do mercado. Operadores da CBOT não estão com qualquer intenção de assumir posições diante de uma nova safra norte-americana que está apenas iniciando", explicam os analistas de mercado da ARC Mercosul. "A falta de uma tendência definida deverá ser o tema para esta semana no mercado internacional. Uma vez que a demanda chinesa continua concentrada no Brasil, limitando os efeitos positivos para as cotações estadunidenses", completam.

Segundo o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, as referências seguem no intervalo dos R$ 103,00 a R$ 105,00 por saca nos portos. 

No entanto, os compradores agora buscam volumes para meses mais a frente, de junho, julho e agosto, e "no agosto chega a dar chance dos R$ 106,00 nos portos brasileiros, com boa presença dos compradores", explica Brandalizze. "Segue um bom ritmo da exportação, aproveitando o dólar firme, e embarcando forte", completa. 

Nos primeiros três dias de abril o Brasil já embarcou mais de 2,5 milhões de toneladas de soja em grão, levando o total acumulado no ano a 20,8 milhões de toneladas, volume bem maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, de 17,1 milhões. Em todo o complexo soja, os embarques acumulados - de 24,5 milhões de toneladas, outro recorde - também superam o mesmo período de 2019, quando o total embarcado era de pouco mais de 21 milhões de toneladas. 

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BOLSA DE CHICAGO

Embora o mercado esteja bastante atento ao macrocenário e às notícias ligadas ao coronavírus, a semana também é de ajuste entre os futuros da oleaginosa à espera dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e do fim de semana mais longo, já que o mercado não opera nesta sexta-feira (10), Sexta-Feira Santa. 

O novo reporte do USDA chega na quinta-feira, 9 de abril, porém, não é esperado com grande ansiedade, uma vez que o mercado ainda segue muito influenciado pelo financeiro. 

Paralelamente, os traders seguem acompanhando ainda a demanda da China no mercado norte-americano e, até que novas e consistentes compras sejam feitas pela nação asiática, o mercado continua a patinar na CBOT. 

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Por:
Carla Mendes| [email protected]
Fonte:
Notícias Agrícolas

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