Soja: Semana deve registrar compradores muito presentes no BR. Chicago tem leve recuo

Publicado em 20/04/2020 07:21 3226 exibições

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O mercado da soja começa uma nova semana operando com leves baixas na Bolsa de Chicago. Nesta manhã de segunda-feira (20), as cotações recuavam entre 2 e 2,75 pontos nos principais vencimentos, com o maio valendo US$ 8,30, o julho US$ 8,39 e o agosto, US$ 8,42 por bushel. 

O mercado dá continuidade ao movimento observado na última semana e segue recuando, além de acompanhar baixas em outros mercados como o de milho e o petróleo, que cai mais de 8% hoje na Bolsa de Nova York, com o barril valendos US$ 22,88 por barril. 

Os traders continuam se dividindo entre as notícias ligadas ao coronavírus, especialmente aquelas que indicam a possibilidade de uma agressiva recessão econômica global, e os fundamentos específicos da soja, que seguem negativos para Chicago, principalmente a falta de demanda pela soja americana. 

Veja como fechou o mercado na última semana:

>> Alta acumulada superior a 30% do dólar consolida ainda mais competitividade da soja do Brasil

MERCADO BRASILEIRO

Para o mercado brasileiro, a semana tem uma quebra no meio, com o feriado de Tiradentes nesta terça-feira, 21 de abril. Ainda assim, apesar de o ritmo poder ficar um pouco mais lento, para Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, "os compradores  devem seguir agressivos e levando tudo que aparecer, dentro dos patamares de liquidação de Chicago e câmbio, porque os prêmios no Brasil continuam muito abaixo dos prêmios
americanos e isso dá margem positiva nas aquisições da soja brasileira". 

Afinal, a demanda segue concentrada no Brasil não só pelo produto mais barato, mas também pela melhor qualidade. Assim, "primeiro os chineses vão limpar o mercado brasileiro e depois vão para o mercado americano", explica Brandalizze. Dessa forma, o consultor acredita que nas próximas semanas as ofertas já podem começar a se mostrar mais escassas. 

Em todo o acumulado do ano, o Brasil já embarcou mais de 24 milhões de toneladas, de acordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), acima do volume do mesmo período do ano passado. A instituição atualiza hoje os seus números. 

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Por:
Carla Mendes| [email protected]
Fonte:
Notícias Agrícolas

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