Importação de soja pela China em janeiro e fevereiro recua com atrasos em cargas

PEQUIM (Reuters) - As importações de soja pela China nos primeiros dois meses de 2021 caíram ligeiramente na comparação com o ano anterior, mostraram dados de alfândega no domingo, conforme chuvas no Brasil, maior exportador, atrasaram alguns embarques.
O principal mercado mundial para soja importou 13,41 milhões de toneladas da oleaginosas em janeiro e fevereiro, com queda de 0,8% na comparação com os 13,51 milhões do ano anterior, mostraram dados da Administração Geral de Alfândegas.
A China divulga dados preliminares de janeiro e fevereiro juntos para evitar distorções geradas pelo feriado de Ano Novo Lunar, que dura uma semana, e neste ano foi em meados de fevereiro.
As importações de hoje saltaram para nível recorde no ano passado, com processadores aumentando compras devido às melhores margens e boa demanda do setor de criação de suínos.
Importadores chineses tipicamente se voltam para carga dos EUA no quarto trimestre e primeiros meses do ano, quando os grãos norte-americanos dominam o mercado. Pequim aumentou as compras de produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja, para cumprir seu compromisso dentro de um acordo comercial Fase 1 com os EUA atingido em janeiro de 2020.
Processadores começariam a comprar soja do Brasil no início do ano, com a nova safra do país sul-americano entrando no mercado, mas chuvas que atrasaram a colheita no país contribuíram para aumentar as exportações dos EUA.
(Por Hallie Gu e Ryan Woo)
0 comentário
Soja segue recuando em Chicago nesta tarde de 3ª feira, esperando pelos números do USDA
Safra recorde de soja faz preço do óleo despencar 10,2% em 2026, aponta APAS
Após queda forte na sessão anterior, soja trabalha com estabilidade em Chicago à espera do USDA
Soja fecha 2ª feira com forte baixa na Bolsa de Chicago na carona do milho e pressionada pelo clima bom no Corn Belt
Soja intensifica baixas em Chicago nesta 2ª, acompanhando despencada do milho por clima nos EUA
Soja/Cepea: Demanda por derivados nos EUA sustenta futuros