Soja intensifica altas em Chicago puxada, além do frio, pela disparada do óleo no mercado americano

Publicado em 20/04/2021 12:27 e atualizado em 20/04/2021 16:53 2098 exibições

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O mercado da soja intensifica seu movimento de altas na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (20), com os preços, por volta de 11h50 (horário de Brasília), subindo entre 17,75 e 26 pontos nos principais contratos, com o avanço mais intenso nos vencimentos mais próximos. Assim, o maio/21 era cotado a US$ 14,75 e o setembro a US$ 13,40 por bushel. 

Os futuros da oleaginosa continuam refletindo o frio intenso durante o período de plantio dos EUA, o que poderia prejudicar, principalmente, a germinação, e as previsões indicam a continuidade das baixas temperaturas até, pelo menos, o final de abril. A maior preocupação agora se dá com o milho, porém, nesta ainda disputa por área,  a soja vai na carona do cereal. 

Nesta terça, os futuros do cereal negociados na CBOT subiam mais de 2% refletindo esse momento de clima adverso. 

De acordo com o boletim semanal de acompanhamento de safras reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira (19), o plantio de milho avançou, na semana,  de 4% para 8% até o último domingo. A expectativa média do mercado era de 9%.

Os primeiros números para a soja também foram informados e 3% da área destinada à oleaginosa já foi semeada, em linha com o que mercado esperava. Há um ano o plantio estava concluído em 2%, bem como esta é a médias dos últimos cinco. 

Além do clima, no caso da soja o estímulo para o grão vem também do mercado de óleo mais uma vez. Os futuros do derivado negociados na Bolsa de Chicago sobem quase 3%  e se aproximam do limitea de alta nesta terça. 

"Os futuros renovaram suas máximas em mais de oito anos puxados pelo mercado físico norte-americno. Os basis do óleo de soja no Meio-Oeste americano estão em 12,75 cents de dólar por libra-peso , recorde histórico, deixando evidente a falta de de produto", explica a Agrinvest Commodities. 

Ainda de acordo com a equipe da consultoria, o avanço das cotações do derivado se dá com a pouca oferta de matéria-prima e também do próprio óleo no mercado americano - puxado pela intensificação do programa de biodiesel no país, uma demanda forte do governo Joe Biden. 

Em contrapartida, o dólar recua no Brasil e pode limitar o impacto positivo dos preços da soja em Chicago na formação das cotações nacionais. No entanto, os patamares seguem muito elevados, em níveis historicamente altos, sem muito espaço para correções muito agressivas para baixo. 

Perto de 12h30 a moeda americana cedia 0,58% para ser cotada a R$ 5,52. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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