Pelo 10º dia consecutivo, USDA informa nova venda de soja para a China

Publicado em 18/08/2021 11:21 1897 exibições

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Nesta quarta-feira (18), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou uma nova venda de 131 mil toneladas de soja para a China. O volume é todo da safra 2021/22. As vendas todas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento. 

A China segue buscando soja para recompor adequadamente seus estoques, além de atender as indústrias processadoras. Como explicam analistas e consultores de mercado, as margens de processamento melhoraram na nação asiática nos últimos dias, bem como as vendas de farelo de soja e deram espaço para as compras. Já são 10 dias úteis consecutivos de anúncios de compra e nas últimas três semanas as vendas americanas passam de 2,3 milhões de toneladas. 

Ao passo em que a China vem buscando mais soja americana, principalmente para embarque a partir de outubro - e no Brasil até setembro e março de 2022 - os produtores dos EUA vem avançando um pouco mais com sua comercialização que, assim como no mercado nacional, está um pouco mais lenta, o que acaba exercendo alguma pressão sobre as cotações, apesar das boas novas vindas da demanda, como explica o consultor de mercado Aaron Edwards, da Roach AgMarketing, ao Notícias Agrícolas. 

Ainda assim, Edwards reforça o quadro fundamental apertado que segue atuando como suporte importante para os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago. "É natural que essas vendas aconteçam, mas não é preciso desespero achando que o quadro fundamentalista acabou, porque não acabou". 

E sobre os compradores, "pelo comportamento das exportações parece que a China tem preenchido a lacuna de soja do Brasil até a chegada da safra americana e tem tido já muitos pedidos da soja norte-americana depois da chegada da safra. E assim continuam comprando mesmo com esses patamares de preços e isso é muito encorajador", explica o consultor.

Diante deste quadro, Edwards explica que qualquer "susto" na produção brasileira ou novos fatores inesperados pode levar os preços a patamares mais elevados. "Então, não um momento para ser agressivo nas vendas, mas é momento de pensar nos próximos três a seis meses o que terá de ser negociado e tomar decisões conscientes", o que serve tanto para o produtor americano, quanto para o brasileiro. 

"E para o produtor brasileiro, eu diria para tomar cuidado para não ficar com o pensamento de que o mercado vai ficar sempre altista, mas não precisa se desesperar. Se pode esperar até outubro, novembro, tem alguma incerteza na produção do Brasil, faz sentido deixar alguma soja para essa possibilidade", conclui o consultor americano. 

Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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