Soja fecha estável em Chicago e sem direção definida no Brasil nesta 3ª feira
![]()
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta terça-feira (26) com estabilidade, subindo entre 0,50 e 1 ponto entre as posições mais negociadas. O contrato novembro/21 fechou o dia com US$ 12,38 e o maio com US$ 12,66 por bushel. Durante todo o dia o mercado da oleaginosa caminhou de lado, sem grande movimentações, mas mantendo-se em campo positivo.
Os preços trabalharam com estabilidade nesta sessão depois de terem registrado ganhos de mais de 16 pontos na anterior, motivados, principalmente pela elevação expressiva do óleo de soja de quase 2% e que neste pregão encerrrou os negócios em queda, perdendo de 0,56% a 1,31% entre os principais contratos.
Além da baixa do óleo, os traders não desviam suas atenções do plantio e das condições de clima no Brasil - que segundo a consultoria Safras & Mercado já alcança os 35,8% - e no restante da América do Sul, à colheita norte-americana, a qual caminha bem e já ultrapassa os 70%, bem como ao comportamento da demanda chinesa.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), nesta terça, anunciou novas vendas de soja de 326 mil toneladas, sendo 199 mil para a China.
A China voltou às compras nos EUA depois de alguns dias ausente e tem mostrado que, ao menos nesta conclusão de outubro e começo de novembro, dá continuidade ao seu ritmo mais lento para novas aquisições da oleaginosa.
"Nos EUA, a China tem em seu nome 18,7 milhões de toneladas na atual temporada, contra mais de 29 milhões de toneladas na mesma época do ano passado", explica o time de analistas da Agrinvest Commodities.
Ainda segundo a consultoria, a nação asiática segue comprando não só nos Estados Unidos, mas também no Brasil, incluindo volumes para embarque já em novembro, o que não costuma ser muito comum. Ainda no mercado brasileiro, busca e compra soja também para os embarques fevereiro e março.
Nos portos do Golfo e Pacífico (PNW), os chineses têm comprado soja para embarques entre janeiro e março.
MERCADO NACIONAL
Com a movimentação desta terça-feira em Chicago e uma alta de 0,32% do dólar frente ao real, fechando com R$ 5,57, os preços no mercado brasileiro, mais uma vez, não apresentaram uma direção comum entre as principais praças de comercialização. E neste momento, os novos negócios continuam escassos.
No físico, enquanto em Cascavel, no Paraná, a saca de soja caiu 1,23% para R$ 161,00, em São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul, subiu 1,27% para R$ 160,00 e permaneceu estável em Jataí, Goiás, cotada a R$ 158,00 e em Cândido Mota, São Paulo, nos R$ 161,00.
0 comentário
Soja amplia ganhos na Bolsa de Chicago com valorizações nesta quinta-feira
Produtos do esmagamento de soja ampliam diversificação de mercados e geração de valor na cadeia agroindustrial
Soja volta a subir em Chicago nesta 4ª feira e, combinada com alta do dólar, puxa preços no Brasil
Julho chega com "Weather Market" definitivo: Clima nos EUA assume o controle dos preços na Bolsa de Chicago
Soja inicia julho com estabilidade na Bolsa de Chicago após relatório do USDA, de olho no clima
Apesar do USDA "baixista", soja sobe em Chicago nesta 3ª, esperando números mais pesados